Tiago Queiroz/ Estadão
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Informalidade muda local de trabalho dos brasileiros

Há menos trabalhadores atuando em empresas e lojas, e mais ambulantes nas ruas, mais motoristas em automóveis, mais entregadores em motocicletas e bicicletas

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2019 | 04h00

A recuperação do emprego via informalidade está mudando o local de trabalho dos brasileiros. Há menos trabalhadores atuando em empresas e lojas, e mais ambulantes nas ruas, mais motoristas em automóveis, mais entregadores em motocicletas e bicicletas. O número de pessoas trabalhando tanto em veículo automotor quanto em via pública alcançou patamar recorde em 2018. Há 1,060 milhão de brasileiros a mais nessa situação em comparação a 2017.

Os dados - que excluem os empregados do setor público e os trabalhadores domésticos - são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Características adicionais do mercado de trabalho, do IBGE.

Em meio à dificuldade de recuperação dos postos de trabalho formais extintos na crise, o emprego se expandiu no último ano. Houve crescimento no número de profissionais atuando como motoristas por aplicativo e vendedores ambulantes. O País já tem 3,586 milhões de pessoas trabalhando em veículos, 810 mil a mais que no ano anterior, um salto de quase 30%. Outros 2,304 milhões atuavam nas ruas, 249 mil a mais em um ano, 12,1% de crescimento no total de ambulantes.

“O local onde eles exercem o trabalho está muito relacionado ao tipo de vínculo que eles têm”, justificou Adriana Beringuy, analista do IBGE. Ela lembrou que o emprego que tem crescido no País é o trabalho sem carteira assinada no setor privado ou por conta própria.

Em um ano, outros 905 mil trabalhadores passaram a atuar em local designado pelo empregador, patrão ou freguês. Essa modalidade inclui os entregadores a bordo de motocicletas e bicicletas, também recrutados por aplicativo. Outras 670 mil pessoas passaram a trabalhar em casa

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