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Infra-estrutura é entrave para aumento das exportações, diz CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou hoje que "o maior risco de redução ou interrupção do ritmo de crescimento das exportações deriva das deficiências da infra-estrutura e não da recuperação do mercado doméstico ou do esgotamento da capacidade produtiva".Nota econômica, preparada pela Unidade de Política Econômica da CNI e divulgada hoje, afirma que gargalos da infra-estrutura já têm afetado as exportações. "As reclamações com relação à falta de linhas de transportes e contêineres são crescentes. Além da exaustão da infra-estrutura de transporte doméstico que vem dificultando o escoamento da produção", diz a nota.A CNI afirma que os mercados doméstico e externo não competem mais entre si. Para a CNI, a visão de exportação excedente é antiga e superada. Para os técnicos da entidade, o mercado externo é considerado estratégico para a sobrevivência das empresas e aquelas que estão voltadas apenas para o mercado interno vêm apresentando desempenho inferior às exportadoras desde o primeiro trimestre de 2002.Em relação ao alto nível de utilização da capacidade instalada, outro eventual obstáculo ao crescimento das exportações, a CNI avalia que a indústria de transformação ainda tem condições de manter o crescimento da produção sem entraves no curto prazo.Para o médio e longo prazos, serão necessários novos investimentos, diz a Confederação. No entanto, a CNI informa que os desembolsos do BNDES, 33% superiores que em 2003, e as importações de bens de capital dão sinais de uma retomada dos investimentos.

Agencia Estado,

08 de setembro de 2004 | 16h47

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