Infraero adia retomada de áreas da Transbrasil

A Infraero vai esperar mais um tempo antes de retomar as áreas da Transbrasil, que parou de operar em dezembro de 2001, garantiu o presidente da administradora, Carlos Wilson. A administração anterior da Infraero já havia começado o desmonte, mas a chegada de Wilson, em janeiro, parou o processo. A estatal que administra os aeroportos já tem autorização judicial para retomar as áreas, largamente disputadas por outras companhias aéreas. O presidente da Infraero afirmou que decidiu dar crédito aos membros do conselho da Transbrasil, que prometeram entregar em 30 dias um plano de retomada das atividades. " Eles prometeram que a empresa vai voltar a voar e eu resolvi esperar", declarou, mostrando que não se sente confortável em selar de vez o destino da companhia. A aérea tem uma dívida de mais de R$ 130 milhões com a Infraero e o aluguel dos espaços não está sendo pago. Wilson disse que esteve com o presidente da Transbrasil, Antônio Celso Cipriani. A Transbrasil assinou um acordo com o Banco Opportunity, que vai avaliar quais são as possibilidades para que ela volte a operar. Cipriani tem razões fortes para impedir a entrega de áreas da empresa, pois a sua companhia de táxi aéreo, a Target, funciona em um hangar que era da Transbrasil em Congonhas (SP). A Transbrasil mandou seus dois Boeings 737 para manutenção recentemente. No entanto, ninguém do setor aéreo acredita na volta da empresa, já que seu lugar no mercado foi ocupado pelas outras empresas e pela Gol. Wilson participou ontem da feira de logística Intermodal South América, em São Paulo.

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