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Infraero aguarda Ministério Público para novas medidas sobre Varig

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) informou hoje, por meio de sua assessoria, que vai aguardar manifestação do Ministério Público Federal para anunciar as próximas providências sobre a cobrança de tarifas de embarque devidas pela Varig. Do início de abril até hoje, de acordo com a estatal, a Varig deixou de recolher à Infraero cerca de R$ 35 milhões.As tarifas de embarque, pagas pelos passageiros quando adquirem os bilhetes aéreos, devem ser repassadas pelas companhias aéreas à Infraero a cada quinze dias. O não repasse desse dinheiro é considerado crime de apropriação indébita. Por isso, segundo a assessoria da Infraero, a direção da estatal fez um comunicado ao MPF, mas não abre mão da cobrança. Negócio pode ser decidido hojeA Justiça do Rio deve se pronunciar ainda hoje sobre a proposta dos trabalhadores do Grupo Varig (TGV), único grupo a fazer oferta pela Varig no leilão da companhia aérea realizado no último dia 8. A expectativa é de que o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8.ª Vara Empresarial do Rio, rejeite a oferta do TGV e opte por decretar a falência continuada da Varig. Isso porque, mesmo depois de dois pedidos de esclarecimento da Justiça, o consórcio vencedor ainda não conseguiu comprovar a origem dos R$ 1,010 bilhão que viabilizariam o negócio.A dificuldade do TGV em encontrar investidores para financiar o consórcio abriu caminho para a entrada em cena da estatal portuguesa de aviação, a TAP. Desde o final da semana passada, vem sendo estudada a falência continuada da Varig com o grupo português assumindo a gestão operacional e financeira da empresa até a realização de novo leilão. A alternativa foi confirmada pelo próprio presidente da TAP, Fernando Pinto, que está no Brasil tocando pessoalmente as negociações. Segundo ele, além da TAP, o consórcio seria integrado também por Air Canadá e pelo banco brasileiro Brascan, controlado pelo fundo canadense Brookfield. Essa possibilidade está prevista na Lei de Recuperação Judicial e prevê que a Varig, mesmo após sua quebra, continue operando para preservar ativos e a marca. De acordo com Pinto, a TAP e a Air Canadá fariam a reestruturação da malha de vôos e de frota da Varig. O banco Brascan, por sua vez, garantiria o giro do fluxo de caixa da companhia, maior problema da empresa atualmente.Decisão também em NYA Varig precisa urgentemente de dinheiro para poder sensibilizar o juiz Robert Drain, da Corte de Nova York. Na quarta-feira, ele decide se prorroga liminar que protege a empresa contra o arresto de pelo menos 25 aeronaves, das quais 23 voam para o exterior. Sem esse sinal positivo, ele não teria como evitar a paralisação da operação internacional da Varig quase que imediatamente, já que a companhia usa 27 aviões para voar para fora do Brasil.

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