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Infraero negocia com operadoras para administrar aeroportos privatizados

A Infraero está conversando com pelo menos sete operadores de aeroportos, entre eles os de Munique e Berlim, para se associar à subsidiária criada no ano passado, com a função de coadministrar os terminais que foram privatizados. Segundo o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Antonio Gustavo Vale, o sócio deve ser escolhido até o fim do ano.

LUCIANA COLLET, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2013 | 02h05

A ideia, segundo ele, é que a nova empresa, batizada de Infraero Serviços, comece a operar a partir de janeiro do ano que vem. A busca por um sócio, no entanto, está atrasada em relação ao que foi anunciado em dezembro do ano passado, quando a subsidiária foi criada. Na ocasião, a Infraero afirmou que o parceiro seria escolhido até junho deste ano.

Questionado sobre o montante que gostaria que o sócio aportasse na empresa, Vale disse que o valor ainda está sendo estudado pelo Banco do Brasil, responsável pela precificação e pelo plano de negócios da Infraero Serviços. "Esperamos que até o fim de outubro o plano de negócios esteja pronto para que possamos procurar operadores internacionais para oferecer essa participação minoritária", afirmou.

Experiência. Segundo o presidente da Infraero, a escolha do parceiro vai levar em consideração a experiência dele na administração de aeroportos, a exemplo do que está sendo exigido para o operador dos aeroportos de Confins e Galeão. Nesses casos, o governo definiu que o operador deverá ter experiência na operação de aeroportos com 35 milhões de passageiro/ano. "Mas deve ser bem melhor do que isso", disse.

A ideia, segundo Vale, é que o sócio possa trazer novas tecnologias e sistemas para a operação dos aeroportos, além de expertise na administração. "O monopólio traz uma certa acomodação. Mas a concorrência obriga a buscar novas tecnologias. Como sabemos que na Europa há inúmeros operadores e o circuito é pequeno, vamos aprender com eles", disse.

Já os planos de abertura de capital da empresa estão mantidos para 2017. "Antes de qualquer coisa, precisamos definir quais são os ativos da Infraero", justificou Vale, sinalizando que é necessário primeiro que a empresa detenha a concessão de alguns aeroportos.

A ideia é que a Infraero Serviços concorra com outros operadores em eventuais concessões de aeroportos regionais (estaduais e municipais), além de realizar consultoria e outros serviços para esse mercado. Vale não descarta a atuação no exterior.

Papel. Inicialmente, o governo não conseguiu explicar com clareza qual seria o papel da Infraero Serviços. Mas depois esclareceu que a nova empresa terá foco na prestação de serviços nos aeroportos administrados pela Infraero e na assessoria a prefeituras em projetos de aeroportos regionais. Ela terá como uma das tarefas absorver tecnologia internacional em gestão de aeroportos e aplicá-la no País. A empresa terá uma participação de até 49% nos consórcios que administrarão os terminais privatizados.

Com a Infraero Serviços, o organograma do setor aeroportuário em Brasília passa a ganhar um novo ator. Ao todo são cinco protagonistas, entre eles o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Aviação Civil. A subsidiária foi a quarta estatal criada pela presidente Dilma Rousseff, depois da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa, da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias e da Empresa Brasileira de Planejamento e Logística.

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