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Infraero será parceira em concessões

O governo federal quer fortalecer a Infraero e transformá-la numa parceira para investidores privados que entrarem no setor, mesmo levando adiante a ideia de um regime de concessão dos principais aeroportos do País, disse uma fonte do governo que trata diretamente do tema.

Reuters, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

Pelos planos do governo, a Infraero fortalecida, saneada e com sua engenharia reforçada teria papel semelhante ao da Eletrobrás no setor elétrico: o de induzir investimentos privados. No processo está incluída também a abertura de capital da empresa, prevista para ocorrer em até três anos.

A Infraero poderia entrar como sócia de empresas privadas em futuros projetos de concessão de aeroportos, assim como a Eletrobrás e suas subsidiárias se associam ao setor privado em projetos como as hidrelétricas do Rio Madeira (RO).

A intenção do governo é manter sob a responsabilidade da Infraero alguns aeroportos estratégicos, que gerem caixa mas não tenham capacidade adicional de expansão, segundo a fonte.

Outra medida em análise seria a transferência de ativos da União para a Infraero. Apesar de operar os principais aeroportos do País, a estatal não é dona dos ativos, que são todos do governo federal, afirmou a fonte, que pediu anonimato.

Guarulhos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá concluir nos próximos dias a análise econômica e financeira que embasará a concessão parcial do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A expectativa da fonte do governo é que o edital possa ser lançado até o fim do ano.

No caso de Guarulhos, a tendência é que seja feita uma concessão do tipo comercial. O vencedor do leilão investiria na construção de um terminal e de um pátio novos. Em troca, poderia explorar os serviços e o comércio dentro do aeroporto. As tarifas aeroportuárias continuariam indo para a Infraero. "Ele ficaria com tudo que não é tarifário, como o comércio, serviços, estacionamento", disse a fonte.

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