Infraero sugere reajustar salário por inflação até maio

Com a proposta de corrigir os salários, imediatamente, pela inflação acumulada até maio medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), feita pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a greve dos funcionários da companhia pode terminar na segunda-feira, 19. A nova proposição, com validade de dois anos, foi feita em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) ao Sindicato Nacional dos Empregados em Empresas Administradoras de Aeroportos (Sina).

ANNE WARTH, Agencia Estado

16 de agosto de 2013 | 21h42

Em maio de 2014, as remunerações teriam, novamente, a correção da inflação. A Infraero ofereceu ganho real de 1,25% aos pagamentos em setembro de 2013 e mais 1,25% em setembro de 2014. A empresa propõe não descontar os dias parados. A paralisação teve início no dia 31. Até segunda-feira, 12, os dias sem trabalho serão abonados. De terça-feira, 13, a segunda-feira, 19, serão compensados. A Infraero ofereceu ainda 120 tíquetes de vale-alimentação de R$ 30 como abono. Também ofereceu melhorias específicas para a categoria de navegadores aéreos.

"A proposta melhorou, não substantivamente, mas o suficiente para que a categoria possa, a meu ver, aceitar essa nova sugestão", disse o vice-presidente do TST, ministro Antônio José de Barros Levenhagen. Os trabalhadores devem votar o plano em assembleia na segunda, às 10 horas. Se não aceitarem, o movimento será julgado e a decisão final, tomada pela Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do TST. A interrupção das atividades atinge mais de 60 aeroportos administrados pela Infraero em todo o País. Estão de fora, os terminais que, recentemente, foram concedidos à iniciativa privada: Guarulhos, na Grande São Paulo, Viracopos, em Campinas, a noroeste da capital paulista, e Brasília.

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