Ramiro Furquim/Estadão
Ramiro Furquim/Estadão

Infraestrutura de Santa Catarina preocupa empresários

Documento divulgado nesta segunda-feira, dia 11, pela Fiesc apontou que apena sem rodovias é necessário investir R$ 2,85 bilhões

Sandra Regina Carvalho, enviada especial, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 05h00

FLORIANÓPOLIS - A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) lançou ontem a Agenda Estratégica da Indústria para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense 2018. O documento, uma radiografia das necessidades do Estado, foi de encontro à preocupação manifestada por autoridades, especialistas e executivos no Fórum Regional Estadão Santa Catarina.

No evento, o presidente da Fiesc, Glauco Côrte, disse que a falta de investimentos em infraestrutura no Estado “talvez seja o principal gargalo” para que Santa Catarina possa aumentar sua produtividade e competitividade. “Nossa infraestrutura tem recebido baixíssimo investimento sobretudo do governo federal no setor de transporte. Aliás, o governo federal até hoje investiu zero em rodovias em Santa Catarina. O pouco que nós temos são investimentos privados.” O documento divulgado ontem pela federação apontou a necessidade de R$ 2,85 bilhões em investimentos apenas em rodovias.

Para Osmari de Castilho Ribas, diretor superintendente administrativo da Portonave, primeiro terminal privado do País, as condições de acesso rodoviário, as condições de aspectos aquaviários podem ser inibidores do processo de crescimento. “Teremos limitações e obviamente isso trará consequências para toda a cadeia e precisamos levar produtividade para sermos competitivos’, disse. “Os terminais e os portos não competem somente entre si, mas numa cadeia global e ao final e ao cabo o produto brasileiro carrega aí um custo que nós precisamos melhorar.”

Ribas destacou, porém, que a empresa viu potencial para investir em Santa Catarina pelas boas condições de instalação, apesar de algumas restrições operacionais.

O gerente-geral da unidade da ArcelorMittal Vega, em São Francisco do Sul, Sandro Sambaqui, também presente no evento, citou a questão da infraestrutura ao ser questionado como gostaria de encontrar o País ao acordar após as eleições de 2018. “Gostaria de acordar e ver que tudo que fosse feito em infraestrutura neste País seria um projeto do País e não de governantes. Que a cada quatro anos não sejam mudadas as prioridades nem a vontade de crescer .”

Com relação à escolha do Estado para a instalação de uma das unidades da siderúrgica, o executivo lembrou a força do norte catarinense na indústria, com potenciais fornecedores, eliminando a dependência com equipamentos importados ou prestadores de serviços de outros Estados.

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