ESTADÃO CONTEUDO
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Infraestrutura deve atrair mais investimentos ao País

À venda, Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) tem sido alvo do interesse de investidores locais e estrangeiros

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2016 | 03h00

Companhias com atuação em infraestrutura estão no radar de grupos estrangeiros no Brasil. É o caso da TCP, empresa que administra o Terminal Contêineres de Paranaguá e tem o fundo americano Advent com 50% do negócio. Esse ativo, avaliado em R$ 5 bilhões, está à venda, apurou o Estado com fontes próximas ao negócio.

A primeira opção dos controladores é a abertura de capital da companhia. Mas, se as condições de mercado não estiverem favoráveis, a venda de 100% do negócio será a alternativa, afirmam fontes próximas ao negócio. Os bancos BTG e Morgan Stanley foram contratados para coordenar a transação. “Há interesse de diversos investidores estrangeiros e nacionais, sobretudo asiáticos”, disse uma fonte ligada à companhia.

As negociações ainda não avançaram, mas os acionistas estão sendo procurados por diversos investidores – entre eles, operadores portuários. Procurada pela reportagem, a empresa não comenta.

 

A TCP é o segundo maior terminal de contêineres da América do Sul. A atuação do terminal é complementada pela TCP Log, que oferece serviços de integração da cadeia logística.

Concessões. “A chave para o montante de investimentos vai ser o interesse pelas concessões (públicas) e as privatizações. Se o programa for desenhado para atrair o investidor estrangeiro, podemos ver a entrada de mais de US$ 30 bilhões até o fim da gestão desse governo”, diz o banqueiro Ricardo Lacerda, do BR Partners. Segundo ele, os fundos de private equity se retraíram com ambiente extremamente volátil.

No entanto, com a recente estabilização, voltaram a olhar o Brasil com muito interesse. “A despeito da crise econômica, o Brasil é hoje um dos maiores mercados consumidores do mundo, onde qualquer investidor global tem a obrigação de estar presente”, diz.

Para Alexandre Bertoldi, gestor do Escritório Pinheiro Neto, um dos maiores do País, à medida que as incertezas econômicas e políticas se dissiparem, os negócios antes represados podem ser destravados.

Aquisições. A expectativa do mercado é de que o movimento de fusões e aquisições se intensifique após a definição do impeachment da presidente Dilma Rousseff, previsto para agosto. “Os empresários estão esperando definições do governo sobre as futuras concessões e privatizações”, diz um gestor de um grande fundo de investimento.

Nos primeiros seis meses do ano, as operações de fusões e aquisições totalizaram 441 operações, um recuo de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento da TTR (Transactional Track Record). Os valores dos negócios divulgados somam R$ 76,5 bilhões, uma queda de 14% sobre igual período do ano passado.

No segundo trimestre, foram 201 operações – o menor volume dos últimos dez trimestres. As multinacionais participaram de 99 transações no primeiro semestre – os EUA representaram 32 das operações. Outras 44 operações envolvem fundos de private equity. Do total das operações, apenas 21 divulgaram seus valores, um total de R$ 10,1 bilhões.

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