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Infraestrutura domina conversas em fórum de empresários

Apesar de ter como tema os desafios do Brasil para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o 12º Fórum de Comandatuba, um dos principais eventos empresariais do País, realizado no litoral sul da Bahia, viu os gargalos de infraestrutura do País dominarem as conversas entre empresários, executivos e políticos.

TIAGO DÉCIMO E LUCIANA COLLET, Agencia Estado

29 de abril de 2013 | 18h36

Para o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, por exemplo, o que mais faz falta ao Brasil "é entregar" as obras prometidas. "As soluções estão aí, o grande problema do Brasil é (a falta de) senso de urgência", disse.

Furlan salientou que, diferentemente do passado, a resolução dos problemas depende apenas do próprio País. "Não depende de FMI, nem de altíssimas tecnologias", acredita. "É uma questão de juntar os talentos - e o setor privado pode ajudar muito nisso - e melhorar a eficiência sistêmica."

O presidente da P&G, Alberto Carvalho, também se mostrou preocupado com a questão da demora na entrega das obras de infraestrutura em um momento de expansão da empresa no País. "A P&G está crescendo muito no Brasil e pretende acelerar ainda mais esse crescimento - e quando acelera o crescimento tem de pensar na rede de fábricas e centros de distribuição", comentou. "Logística é a área mais importante para a gente."

Chefes de executivo também reclamam da demora na condução dos projetos. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), por exemplo, criticou duramente a lentidão no sistema de autorização para a construção de obras estruturantes. "A urgência que o Brasil tem na solução dos gargalos logísticos não encontra ressonância nos órgãos de controle", comentou.

"É preciso encontrar um equilíbrio entre a velocidade que a gente precisa para que as coisas aconteçam e a obrigatória busca da melhor utilização para o dinheiro público", argumentou o governador.

Para Wagner, a Lei 8.666/93, conhecida como Lei das Licitações, é "obsoleta e absurda" e "não resolve a vida de ninguém". "É essa burocracia que está impedindo o Brasil de andar", avalia. "

Também presente no fórum empresarial, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que será criada, no Congresso, uma comissão mista para revisar e atualizar a lei das licitações. "Precisamos desobstruir o ímpeto dos investimentos, facilitar a vida do investidor. O Brasil não pode perder oportunidades de investimentos", avalia.

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