Infraestrutura lidera desembolsos do BNDES em 2011

O setor de infraestrutura liderou os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2011, até o mês de setembro, com R$ 38 bilhões, montante equivalente a 41% do total liberado pelo banco de fomento no período. Destacaram-se o transporte rodoviário, com R$ 19,7 bilhões; energia elétrica, com R$ 9,7 bilhões; e o transporte ferroviário, com R$ 1,1 bilhão.

DANIELA AMORIM E ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

31 de outubro de 2011 | 13h40

O segmento de infraestrutura inclui projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A indústria ficou com R$ 28,4 bilhões, o correspondente a 31% do total desembolsado, seguida por comércio e serviços, com R$ 17,9 bilhões, e agropecuária, com R$ 7,2 bilhões.

O BNDES informou ainda ter liberado um volume recorde de recursos para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) no período. O montante atingiu R$ 36,2 bilhões, que representam alta de 8% em relação ao mesmo período de 2010. Com o resultado, o volume liberado para as MPEs correspondeu a 39,5% dos financiamentos concedidos pelo banco no ano. Foram cerca de 600 mil operações com as micro, pequenas e médias empresas, o equivalente a 94% das operações registradas.

Luciano Coutinho, presidente do BNDES, disse que o banco deverá fechar 2011 com desembolsos entre R$ 140 bilhões e R$ 145 bilhões, volume no entanto, inferior ao que ele havia previsto no início de 2011. "É um pouco cedo ainda para avaliar, já que há uma concentração natural de desembolsos no final do ano. O importante é que fizemos isso sem comprometer os recursos para investimentos, que têm sido compensados pelo mercado de capitais. O nosso desempenho não será medido pelo crescimento dos desembolsos, mas pela nossa capacidade de calibrar com o mercado de capitais sem prejudicar o investimento", afirmou Coutinho.

Sobre a carteira da BNDESpar, Coutinho disse que o banco não vai perder com o mau momento da bolsa porque deixará de realizar a venda de papéis esperando um momento mais favorável. Segundo ele, tendo em vista a composição da carteira, os rendimentos de dividendos terão bom resultado no terceiro trimestre. Coutinho, no entanto, não quis antecipar detalhes.

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