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ING vai dividir negócios e vender operações de seguros

Decisão do grupo financeiro holandês faz parte de acordo de reestruturação com a Comissão Europeia

REUTERS

26 de outubro de 2009 | 09h19

O grupo financeiro holandês ING irá se dividir em dois, separando as operações bancárias e de seguros, como parte de um acordo de reestruturação com a Comissão Europeia. "Todas as atividades de seguros e de gestão de investimentos serão vendidas", informou o ING em fato relevante.

 

"Os recursos obtidos com os desinvestimentos das operações de seguros serão usados para reduzir a alavancagem e para pagar o governo holandês", segundo a instituição. O ING detém, por meio do ING Insurance International, participação de 21,18% do capital da seguradora brasileira Sul América. O ING também informou que irá pagar 50% da ajuda que recebeu do governo holandês e aumentar o capital em 7,5 bilhões de euros (US$ 11,25 bilhões).

 

"Acredito que a cisão dos ativos é um bom movimento que simplifica o ING", disse o analista Paul Beijsens, da Theodoor Gilissen. A separação dos ativos, que deverá ocorrer até 2013, deixará o balanço do ING cerca de 30 por cento menor do que o tamanho de antes do socorro recebido do governo da Holanda. 

 

O ING disse que irá "focar predominantemente na Europa com opções seletivas de crescimento em outros lugares". O acordo de reestruturação é o mais recente exemplo das intenções da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, para com os bancos que receberam ajuda estatal.

 

Um plano de resgate para o segundo maior banco alemão, o Commerzbank, em maio, estabelecia que a instituição precisaria diminuir seu balanço em 45%. O Royal Bank of Scotland e o Lloyds Bank Group --70% e 43% pertencentes, respectivamente, à Inglaterra - devem ser ordenados pela Comissão Europeia a vender ativos.

 

Ativos à venda

 

Segundo o ING, os desinvestimentos de operações de seguro serão completados até 2013 por meio de vendas ou ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês). Em teleconferência, o presidente-executivo do ING, Jan Hommen, disse que seria interessante fazer um IPO para os negócios globais de seguros.

 

O ING também vai separar algumas operações de hipotecas na Holanda em uma nova companhia que terá cerca de 6 por cento de market share no país.

 

A empresa já fez uma série de desinvestimentos neste ano, incluindo os negócios de gestão de fortunas na Suíça, Austrália e Nova Zelândia e em localidades da Ásia.

 

O ING espera devolver ao governo holandês 5 bilhões dos 10 bilhões de euros que recebeu em outubro de 2008 em meio à crise global de crédito para recompor seu capital.

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