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ING venderá participação na SulAmérica

Pessoas próximas à negociação informaram ao jornal britânico Financial Times que a ING está vendendo sua participação na seguradora brasileira SulAmérica, em transação que pode valer pelo menos US$ 1 bilhão.

LONDRES, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2011 | 03h08

O negócio, que faz parte do plano de recuperação que a instituição financeira holandesa foi obrigada a empreender por conta da ajuda que recebeu durante a crise de 2009, deve provocar uma acirrada disputa entre gigantes internacionais por conta das taxas de crescimento percebidas no mercado brasileiro.

Interessados. Segundo fontes de mercado, a seguradora francesa Axa e a japonesa Tokio Marine são as principais interessadas nos 36% de participação da ING na SulAmérica, o maior grupo de seguros do Brasil. A ING se recusou a revelar detalhes do acordo que está sendo costurado, mas informou que a venda de seus ativos no País está em linha com o plano para alienar as operações do grupo de seguros até 2013.

Para a Axa, a compra da fatia na SulAmérica marcaria um retorno ao mercado brasileiro, do qual está ausente há oito anos. A operação da empresa foi vendida em 2003 para a Porto Seguro e originou a segunda marca da empresa, denominada Azul.

A Tokio Marine tem presença própria no País - segundo dados da companhia, a operação brasileira é atualmente a terceira em receitas do mundo. No primeiro semestre de 2011, a subsidiária nacional da companhia japonesa registrou lucro líquido de R$ 28,6 milhões. A empresa oferece no País diversos tipos de seguros, incluindo os mais tradicionais, como residencial e de automóveis.

O grupo holandês tem vendido seus ativos de seguros para cumprir as condições da Comissão Europeia. Em julho passado, a ING vendeu a outra parte de seus negócios latino-americanos para o grupo colombiano Sura por € 2,6 bilhões.

Líder brasileira no segmento, a SulAmérica pagou R$ 2,3 bilhões em prêmios de seguro no segundo trimestre do ano - uma evolução de 16% sobre igual período de 2010. O lucro líquido da empresa entre abril e junho ficou em R$ 30 milhões, o que representa uma redução de 40% em relação ao resultado registrado no segundo trimestre de 2010. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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