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Iniciante? Entre na Bolsa via fundos de ações

Investir requer algumas condições, como planejar, ser persistente e ter conhecimento. Assim, antes de entrar no mercado de ações, veja se você está cumprindo essas condições

Fábio Gallo, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2018 | 05h00

Vejo que a Bolsa tem tido alta valorização nos últimos tempos. Ainda não possuo ações, mas tenho interesse em entrar nesse mercado. Ainda dá tempo ou é melhor esperar?

Nunca é tarde para investir, qualquer que seja o mercado e tipo de aplicação. Não há motivos para não entrar no mercado porque ele está em alta – sempre há oportunidades de ganhos, principalmente se você tiver como alvo o longo prazo. Por outro lado, mesmo sendo verdadeiras as notícias de que tem gente ganhando dinheiro com ações, você não deve simplesmente “cair de paraquedas” no meio desse mercado. Investir requer algumas condições, como planejar, ser persistente e ter conhecimento. Assim, antes de entrar no mercado de ações, veja se você está cumprindo essas condições. No caso particular do mercado de capitais é essencial que você tenha certo grau de conhecimento sobre seu funcionamento – de como operar nesse ambiente, como criar uma carteira com risco diversificado, ter domínio sobre os termos e códigos. Como você é iniciante, a dica é começar a investir em fundos de ações. Faça uma pesquisa e consiga um fundo com custos baixos e que não tenha um risco muito alto, por exemplo os fundos indexados. Por outro lado, para adquirir conhecimentos sobre o mercado busque mais informações e entre em simuladores do mercado. A Bolsa de Valores oferece em seu site muito material e indicações de simuladores à disposição do público. A queda de juros de nossa economia fará com que o investidor tenha de investir de maneira mais diversificada para poder realizar ganhos e, assim, o investimento em renda variável deverá fazer parte das carteiras. 

Na época em que comprei meu apartamento, não consegui financiamento pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) por causa do valor do imóvel e, por isso, não consegui sacar meu FGTS. Poucos meses depois, esse teto foi elevado para acima do valor do meu imóvel. Existe alguma possibilidade hoje de sacar o FGTS para quitar o financiamento?

Neste caso não é possível sacar seu FGTS para liquidar o saldo devedor pelo fato de o financiamento imobiliário não ter ocorrido dentro do âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). No entanto, há casos como o seu em que os contribuintes que foram barrados pela Caixa Econômica Federal conseguiram liberação do FGTS na Justiça. Vale consultar um advogado. Segundo o portal da Caixa, o FGTS pode ser utilizado para compra e construção de imóveis, amortização de saldo devedor, liquidação do saldo devedor e pagamento de parte do valor das prestações do financiamento. Mas, para isso, o contrato de financiamento deve ter sido assinado no SFH. Para poder ser sacado é necessário ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS, não possuir financiamento ativo no SFH, em qualquer parte do País, não pode ser proprietário de outro imóvel residencial urbano, concluído ou em construção, no município onde mora ou onde a pessoa exerce o trabalho principal, nos municípios limítrofes e na região metropolitana. Em relação ao imóvel, o valor da avaliação deve ser de até R$ 950 mil para os Estados de MG, RJ, SP, além do Distrito Federal, e de até R$ 800 mil para os demais Estados. Deve ser residencial urbano e ser destinado à moradia do titular. O FGTS não pode ser usado para imóvel comercial, reformar ou aumentar seu imóvel, comprar terrenos sem construção ao mesmo tempo, comprar material de construção ou comprar imóveis residenciais para familiares ou outras pessoas.

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