JF Diorio/Estadão
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Inquéritos instaurados pela PF por paralisações de caminhoneiros sobem para 48

Investigações miram crimes que vão desde o locaute, quando os patrões incentivam a paralisação com objetivo de alcançar interesses próprios, até casos de obstrução de vias

Fabio Serapião, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 19h09

BRASÍLIA- A Polícia Federal instaurou 48 inquéritos para apurar possíveis crimes praticados durantes as manifestações dos caminhoneiros por todo o Brasil. As investigação miram diversos tipos de crimes que vão desde ao chamado locaute, quando os patrões incentivam a paralisação com objetivo de alcançar interesses próprios, até casos de obstrução de vias.

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As investigação estão em andamento em vários estados, mas cada uma delas tem um tempo próprio. O Estado mostrou que no final de semana a Justiça de Goiás negou o pedido de busca e apreensão elaborado pela PF no âmbito de uma dessas investigações. Nesse caso, os alvos eram os sócios e o gerente de um posto de gasolina que estariam apoiando os manifestantes. 

Além dessa decisão em Goiás, o Estado apurou ao menos duas foram expedidas em outros estados. Todas são mantidas em sigilo. Na PF, esses pedidos são vistos como normais dentro das apurações e devem ser feitos pontualmente nos casos em andamento levando em conta o tempo necessário de acordo com a complexidade da investigação.  

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Segundo fontes ouvidas pelo Estado, como os inquéritos são recentes, alguns devem ser encerrados mais rapidamente e outros devem demorar um pouco mais. 

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Prisão. Outro caso com atuação da PF envolveu um agente da própria corporação.  O agente Fabricio Bassetti Moraes, da PF no Paraná, foi preso em flagrante após aparecer em vídeo distribuindo cigarros contrabandeados que haviam sido apreendidos. 

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Em coletiva na tarde desta terça-feira, 29, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que uma operação policial para desobstruir rodovias no Maranhão prendeu sete manifestantes que não eram caminhoneiros. 

"É prova de que as palavras do presidente da Abcam são certas. Existe sim infiltração indevida no movimento", disse Marun, numa referência às declarações dadas ontem pelo presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, que relatou que havia um grupo muito forte de intervencionista infiltrados.

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