Insegurança e terrorismo ajudam bancos a lucrar mais

Alguns dos principais bancos internacionais descobrem que o clima de insegurança no mundo por causa da violência ou terrorismo pode render lucros. Fundos de investimentos estão sendo lançados nas principais praças financeiras da Europa para possibilitar que aplicações sejam feitas em empresas de segurança, que cada vez apresentam lucros maiores. Com o medo do terrorismo, violência urbana em países como o Brasil e proliferação de crimes cibernéticos, os analistas apontam que o setor de segurança é um dos que mais cresce no mundo. Um dos bancos que está de olho nesse mercado é o Credit Suisse, um dos maiores do mundo. A instituição acaba de abrir um fundo para investir em 250 empresas de segurança, incluindo de alta tecnologia para a elaboração de novos passaportes, de monitoramento de fronteiras, alarmes e mesmo para proteger sistemas de computação de ataques de hackers. Para o banco, essas empresas serão boas oportunidades de negócios para investidores diante das crescentes demandas por segurança pessoal, de empresas e de governos na próxima década. Para o Credit Suisse, a realidade é que governos e empresas estão mais dispostos a gastar recursos de seus orçamentos com segurança. Nas companhias, por exemplo, cresce o uso de sistemas para autorizar acesso a certas áreas de uma fábrica ou de uma empresa por meio de dados biométricos. Uma das empresas desenvolvimento os equipamentos no setor é a japonesa Hitachi. Outras como Kaba e Siemens devem apresentar importante crescimento em suas vendas de mecanismos de segurança de alta tecnologia. No caso da Smith Group, as vendas da empresa devem aumentar em 12% graças a seu novo sistema de detectores introduzido no mercado.A partir do dia 1º de novembro, quem quiser investir no setor ainda poderá fazê-lo pelo Banco Pictet, também da Suíça, que lançou esse tipo de fundo em dez países europeus. "As pessoas em todo o mundo incrementam suas demandas por produtos mais seguros, como carros, além de gastar cada vez mais em segurança residencial, como em sistemas de alarmes. As pessoas ainda esperam cada vez mais uma segurança perfeita em portos e aeroportos", afirma um documento do banco avaliando o mercado mundial de empresas de segurança. Os fundos também investem em empresas que desenvolvem tecnologias para proteger os sistemas de informação de companhias e governos. Segundo Laurent Ramsey, responsável no Banco Pictet pelos investimentos nessa área, o setor privado mundial já gasta US$ 20 bilhões por ano para proteger seus computadores. Nesse setor, portanto, os bancos também apostam em desempenhos positivos das empresas de tecnologia e recomendam a seus clientes investimentos nessas atividades.

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