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Insolvência da Grécia precisa ser evitada, diz Juncker

O presidente do grupo de ministros das Finanças da zona do euro (Eurogrupo), Jean-Claude Juncker, afirmou que a insolvência da Grécia precisa ser evitada a qualquer custo. Em entrevista ao jornal Neue Zuercher, Juncker afirmou que uma maneira de evitar isso seria os bancos aceitarem voluntariamente um desconto de cerca de 50% no valor dos bônus da Grécia (haircut) que possuem.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

26 de outubro de 2011 | 09h37

Os líderes da zona do euro vão se reunir hoje, em Bruxelas, na Bélgica, numa tentativa de alcançar uma solução para a crise da dívida na região. No entanto, governos e bancos ainda estão em desacordo sobre a extensão das perdas a ser aplicada aos detentores da dívida soberana da Grécia.

Juncker alertou que um calote da Grécia poderia ter consequências fatais para o país, além de levar a um colapso de seus bancos e do sistema financeiro e transformar as atuais tensões sociais no país em confrontos civis parecidos com guerras. Ele acrescentou que a Grécia então se tornaria o primeiro país industrializado europeu a ir à falência em meio século, o que ameaçaria a coesão na Europa.

O calote também aumentaria o risco de contágio para países como Irlanda, Portugal, Espanha e Itália, que por sua vez, teria graves consequências para toda a Europa, incluindo a Suíça, acrescentou. Juncker afirmou que tal cenário não pode ser inteiramente descartado e soluções precisam ser encontradas para evitar isso.

Embora os esforços que estão sendo feitos pela Irlanda e Portugal para reduzir sua carga tributária possam ser vistos como "primeiros passos positivos", a situação da Grécia é diferente, ressaltou. "A Grécia não é como os outros países, e o Estado tem sido explorado pelas pessoas privadas", afirmou Juncker. As informações são da Dow Jones.

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