Instabilidade diminui no mercado

O leilão de títulos cambiais realizado pelo Banco Central (BC) ontem deixou o mercado mais tranqüilo e aliviou a pressão de alta sobre o dólar. Hoje, no início do dia, a expectativa é de que essa tranqüilidade continue pelo menos na primeira parte dos negócios. Há pouco, o dólar comercial estava cotado a R$ 1,9090 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,21% em relação às últimas operações de ontem. O cenário menos pessimista tem reflexos também no mercado de juros. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,620% ao ano, frente a 17,760% ao ano registrados ontem. O aumenta da produção de petróleo anunciada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) diminuiu a pressão de alta sobre o produto. No início da manhã, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro estão em baixa de 0,14% em Londres, a US$ 31,00 por barril. Esse é um dos fatores no mercado internacional que pode mexer com a tranqüilidade no mercado financeiro.A situação na Argentina é outra questão que ainda continua pendente no ambiente externo. A estreita relação comercial entre os dois países faz com que o Brasil sofra diretamente com a situação do país vizinho. Isso permite que o investidor estrangeiro peça uma taxa de juros mais alta pela compra de papéis de empresas brasileiras no exterior, ou seja, ele quer um prêmio maior por um risco também maior. Veja logo mais a abertura do mercado acionário no Brasil e nos Estados Unidos.

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