Instabilidade internacional afeta mercados

Os mercados continuam se pautando pelas notícias dos mercados no exterior, em especial do petróleo e do euro, que acabam determinando as oscilações nos demais. O ambiente é de instabilidade nos negócios com esses dois produtos, com boatos e notícias contraditórias. Assim, os resultados para as cotações acabam favorecendo a especulação. O petróleo do tipo bruto para entrega em novembro fechou hoje a US$ 30,42 em Londres, com alta de 0,18%. Ainda continuam influenciando os mercados a decisão do governo norte-americano de liberar 30 milhões de barris dos seus estoques estratégicos. Além disso, aguarda-se com ansiedade a reunião dos chefes de Estado dos países-membros da Organização dos Países Produtores de Petróleo em Caracas a partir de amanhã. Alguns representantes já anunciaram que não será tomada nenhuma decisão a respeito do preço da matéria-prima, mas ontem o ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, declarou que o objetivo do cartel é que o produto se mantenha dentro da banda de US$ 22 a US$ 28, e que, em função das altas recentes, a produção pode aumentar a qualquer momento. As cotações do euro apresentaram muitas oscilações, com rumores de que poderia haver nova intervenção dos bancos centrais das principais nações industrializadas, como ocorreu na última sexta-feira. O objetivo seria elevar as cotações, que ainda continuam baixas. Às 18:07, o euro era negociado a US$ 0,8832, com alta de 0,98%. O euro barato tem afetado a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, pois a indústria depende significantemente das exportações para a Europa, que ficam muito caras. Além disso, o desaquecimento da economia dos EUA tem feito cair o lucro das empresas norte-americanas, afetando, também a bolsa de Nova York (NYSE). O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,00%, e a Nasdaq fechou em queda de 0,53%. Mercados brasileiros A Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - fechou em queda de 0,39%. Segundo analistas, não tem entrado investimentos do exterior no mercado acionário, em parte em função das incertezas no exterior. Além disso, a Bolsa enfrenta alguns problemas estruturais adicionais, como a cobrança de CPMF nas transações financeiras, o fechamento de capital de empresas e emissão de recibos para negociação em bolsas estrangeiras (DRs). Assim, os patamares de negociação caíram desde que surgiram as preocupações com o petróleo. No câmbio, o mercado parece também já ter aceitado um novo patamar de cotações, próximas a R$ 1,50. O dólar hoje fechou praticamente estável em R$ 1,8510, com ligeira alta de 0,05%. No mercado de juros, prevalece a cautela, embora a inflação dê sinais de que esteja sob controle. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,100% ao ano, frente a 17,120% ao ano ontem. Amanhã será divulgada a terceira prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de setembro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Outros indicadores de inflação serão divulgados nos próximos dias, além da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e do relatório de inflação do Banco Central.

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