Instabilidade no mercado pode diminuir

A situação da Argentina continua no centro das atenções do mercado financeiro. O anúncio feito ontem, no final da tarde, de uma captação do governo argentino junto a um grupo de bancos nacionais e estrangeiros, no valor de US$ 1,2 bilhão, pode deixar o mercado financeiro menos instável hojeDepois de uma alta de 1,05% ontem, o dólar abriu cotado a R$ 1,9320 - valorização de 0,10% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 18,160% ao ano, frente a 18,110% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,72%.A situação do país vizinho influencia os negócios no Brasil. A alta do preço do petróleo e as oscilações da Nasdaq - bolsa norte-americana que negocia papéis do setor de tecnologia e Internet - contribuem para o cenário interno negativo. Ou seja, cria-se um clima de incertezas no mercado internacional e isso é absorvido de forma negativa pelo Brasil. Isso porque, em períodos de instabilidade como o atual é comum uma migração de recursos de ativos com maior risco, como as ações, para segmentos mais seguros, como as aplicações atreladas aos juros no Brasil ou os títulos da dívida externa norte-americana no mercado internacional. Um país emergente como Brasil sofre ainda mais com essa perspectiva. A tendência é que o investidor estrangeiro migre de economias como a brasileira, para economias mais seguras.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2000 | 11h13

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