Instagram vira vitrine na era digital

Instagram vira vitrine na era digital

Marcas e estilistas investem na rede social para ficar mais perto do consumidor

MARINA DOMINGUES, Especial para O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2014 | 02h11

As redes sociais ampliaram exponencialmente o contato direto entre consumidor e vendedor. Na moda, esse estreitamente tem acontecido, principalmente, com o uso do Instagram por estilistas e marcas fashion.

Por ser uma rede que tem como base o compartilhamento de imagens, muitos deles perceberam logo o potencial de comunicação da ferramenta. E não somente como uma vitrine em que você anuncia as novidades de sua marca, mas como algo em que você pode vender o próprio estilo de vida. Como eles fazem isso? Misturando vida pessoal com novidades de suas marcas, sem pudor.

Um exemplo é Alexandre Herchcovitch, que pode postar num dia uma foto passeando na montanha com o seu cachorro e, no outro, o lançamento de sua nova coleção. Com essa mistura, o consumidor se sente praticamente dentro da cabeça (e da vida) do criador. Outra estilista que tem usado esse recurso e aumenta o número de seguidores a cada dia é Lethicia Bronstein. Seu perfil no Instagram transita entre selfies e fotos de provas de vestidos. Posts ecléticos como os de Herchcovitch e Lethicia convivem pacificamente. E os fãs adoram.

Vendendo sua vida pessoal, misturada à carreira profissional, eles chegam muito perto do consumidor e ganham um público fiel num curto espaço de tempo, podendo influenciá-lo.

Retorno.

Nomes que se engajaram com a ferramenta desde cedo e encararam as redes sociais como parte do negócio já colhem frutos, como, o aumento de vendas diretamente ligado ao aplicativo. Lilly Sarti, estilista à frente da marca homônima, vê o Instagram como uma ferramenta que aproxima as pessoas do mundo todo, em tempo real, e também ajuda a informar seus seguidores, que podem ser seus consumidores ou não. "Toda informação que damos influencia de uma forma positiva nas vendas. Mais do que mostrar um produto novo, ensinamos como usá-lo. As clientes ativas amam e as que ainda não são clientes, podem se tornar."

A mesma máxima é defendida pela estilista Lolita Hannud, da marca Lolitta, que administra duas contas - a pessoal e a institucional (e seu público frequenta as duas com o mesmo entusiasmo). "Os posts são programados de formas diferentes, o pessoal mostra meu estilo de vida e o foco do Instagram da marca é apresentar todo o universo da Lolitta, as inspirações das coleções e novidades das lojas. Isso ajuda muito nas vendas, geralmente as pessoas procuram as peças que foram postadas."

As duas grifes despertam interesse e são conhecidas em todo o Brasil em grande parte por causa dos compartilhamentos em redes sociais.

Com olhos atentos à ferramenta, a marca Mixed investe em conteúdos exclusivos para a rede social, com fotos e vídeos. Essa interação cria fidelidade e curiosidade do consumidor, que recebe as informações em primeira mão sem intervenção da imprensa. Além disso, a grife publica ainda produtos e inspirações. Esses esforços são refletidos nas vendas, e praticamente todos os itens publicados esgotam rapidamente nas lojas e e-commerce da marca.

O mesmo acontece com a Cia. Marítima, de moda praia. Para alcançar um público ainda maior, a grife se aliou a blogueiras e formadores de opinião, como Gabriela Pugliesi, fenômeno fitness do Instagram. Hoje existe lista de espera pelos produtos usados por ela.

Tudo o que sabemos sobre:
negócios da modafóruns estadão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.