Instituição destaca estabilidade macroeconômica da AL

Ninguém na América Latina, seja de direita ou de esquerda, questiona a estabilidade macroeconômica na região, afirmou hoje o presidente da Corporação Andina de Fomento (CAF), Enrique García, em conferência na Canning House, instituição dedicada à promoção das relações do Reino Unido com a América Latina.García justificou o auge do "populismo" em alguns países latino-americanos como uma "reação natural à crescente frustração". Essa frustração seria uma resposta ao fato de que as reformas não avançaram o suficiente em termos de emprego, redistribuição da riqueza e luta contra a pobreza."Isso fomenta a tendência em buscar padrões diferentes, mas os princípios fundamentais como a estabilidade macroeconômica não são questionados por ninguém", declarou.FraquezaA fraqueza da região, explicou García, é a microeconomia: por causa das não desenvolvidas infra-estrutura e logística, em instituições, em mercados financeiros e recursos tecnológicos. "Não é tolerável manter sociedades onde a distribuição da riqueza é tão pouco satisfatória", disse.Para o presidente da CAF, outro problema da América Latina é a pequena economia interna. Por isso, também é fundamental que seus países desenvolvam políticas que permitam atrair recursos, não só empréstimos, mas também investimentos estrangeiros.ChinaGarcía disse que a China e os tigres asiáticos são exemplos de países com excedentes de economia que conseguiram avanços em transformações tecnológicas e competitividade, também graças aos investimentos estrangeiros."A América Latina deve estabelecer regras de jogo estáveis e claras, de modo que o investimento estrangeiro aplique não apenas nos setores tradicionais, como a mineração e os recursos naturais, mas também em outros com maior valor agregado", acrescentou.Para ele, um importante desafio é estabelecer prioridades para uma agenda a longo prazo, e essas prioridades devem incluir a educação e a competitividade, sem as quais é muito difícil seguir adiante, explicou.

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