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Instituições na América Latina estão fracas, diz Fórum Econômico

A América Latina enfrenta um sério problema de fraqueza das instituições, caracterizado na insegurança que a região vive hoje. Essa foi uma das principais conclusões da primeira cúpula empresarial latino-americana, promovida pelo Fórum Econômico Mundial , no Rio de Janeiro. "A América Latina (povo) parece ter subestimado as suas instituições", disse o professor da Universidade Católica do Chile e um dos relatores da cúpula, Felipe Larraín.No Fórum, foi destacado que recentemente uma pesquisa encomendada ao Gallup International e à Environics International com 36 mil pessoas em 47 países mostrou que a confiança nas instituições no mundo ficou reduzida a proporções críticas. Na América Latina, por exemplo, 78% dos entrevistados não confiam nos governos. Os latino-americanos desconfiam mais dos Congressos do que os africanos.Já a pesquisa "Voice of the People" mostra também uma falta de confiança nas grandes empresas nacionais e nas multinacionais e mesmo os que obtiveram índices de confiabilidade mais altos, como as organizações não governamentais (ongs), os sindicatos e as organizações ligadas à mídia, também enfrentam a desconfiança dos entrevistados.O maior nível de confiabilidade no mundo foi dado às Forças Armadas, às Ongs e às Nações Unidas. Cerca de dois terços dos entrevistados não concordam que o país seja governado pelo desejo da população.Talvez essas frustrações do povo latino-americano tenham levado o Fórum a identificar na reunião de cúpula no Rio de Janeiro que a desigualdade social é a maior dificuldade para o crescimento econômico da região. "É verdade que a região enfrenta sérias dificuldades, mas não podemos esquecer que também teve várias conquistas, como a consolidação democrática e a liberalização comercial", disse Larraín.O professor da Universidade Católica do Chile, disse que a América Latina enfrenta problemas também por causa do excesso do funcionalismo público, pela falta de uma rede social adequada, por causa da corrupção, pela sonegação fiscal (a mais alta taxa do mundo), ausência de transparência do Poder Judiciário e falta de independência dos Bancos Centrais.O presidente da Sadia, Luis Fernando Furlan, relator da cúpula empresarial, disse que, durante os debates, uma questão levantada pelos participantes foi que a solução para os grandes problemas econômicos e sociais latino-americanos está dentro dos próprios países. "Foi concluído também que os governos, a sociedade e o setor privado precisam agir mais e de forma conjunta", disse.De acordo com ele, será difícil conseguir igualdade social sem crescimento econômico. "A não ser em Cuba, onde dizem que existe isso. Mas, se eu perguntar se alguém estiver disposto a se transferir para Cuba, acho que não vou encontrar muitos voluntários", afirmou.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2002 | 15h56

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