Instituições selecionam os investimentos

Além do problema de Basileia 3, outra constatação dos maiores bancos do mundo é de que nem todos têm acesso aos créditos. A avaliação é de que não há dúvidas que a liquidez voltou e o financiamento está garantido no que se chama de "grande avenidas do comércio", incluindo Estados Unidos, Europa e Ásia. Mas os bancos estão mais seletivos e avaliam os novos riscos.

, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

Para os bancos americanos, que adotarão em 2011 o acordo de Basileia II, a nova regulamentação limita a presença de linhas de créditos em países em desenvolvimento. Pelo acordo, o custo do empréstimo depende da classificação de risco do banco. Com custos altos e uma margem baixa de lucros, os bancos dos países ricos e mesmo dos emergentes fecham as portas para as instituições dos países pobres.

O resultado gera a marginalização de países em desenvolvimento, considerados clientes pouco confiáveis. Bancos europeus e americanos têm limitado a exposição a instituições africanas, mesmo para linhas de crédito de comércio. A avaliação dos bancos e da Organização Mundial do Comércio é de que essa realidade não é passageira e que haverá uma solução multilateral.

Para países como Vietnã, Paquistão, africanos e latino-americanos, o impacto tem sido negativo. Muitos têm no comércio exterior o único acesso a créditos internacionais.

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