Instituto cobra combate à pirataria

Lançado oficialmente hoje em Brasília, o recém criado Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) sugeriu ao governo federal a criação de um programa de combate à ilegalidade no meio empresarial sob o comando dos Ministérios da Fazenda e da Justiça.Segundo o presidente da entidade, o ex-deputado do PSDB de São Paulo Emerson Kapaz, empresas ilícitas são responsáveis por 35% do mercado de refrigerantes e por 15% do mercado de cervejas. No setor de cigarros, 31% do consumo é de marcas ilegais, que chegam a 300 contra as 60 marcas produzidas legalmente. Na área de combustíveis, 25% do setor atua fora dos parâmetros legais. Segundo ele, a evasão fiscal nestes setores chega a R$ 15 milhões por dia, ou R$ 5,6 bilhões por ano.O instituto também tentará conscientizar a opinião pública, mostrando como a perda de arrecadação afeta a população. ?Com estes recursos (R$ 5,6 bilhões) dá para financiar três vezes o Programa Fome Zero ou gerar 1,5 milhão de empregos por ano?, disse o presidente da entidade.O Etco pretende ainda sugerir ao Congresso que, na reforma tributária, a tributação dos setores de fumo bebidas e combustíveis seja simplificada. A alta carga tributária, somada à falta de fiscalização, na opinião dos empresários, é um estímulo à sonegação.Além de empresas, a entidade também trabalhará com os governos de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

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