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Instituto entra com representação contra publicidade da Mattel

Segundo o Alana, filmes e site da boneca Barbie estimulam consumismo e erotização precoce entre crianças

Da Redação,

26 de agosto de 2008 | 20h44

O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, entrou com uma representação no Ministério Público Estadual de São Paulo contra a fabricante de brinquedos Mattel, pedindo a retirada de todos os filmes publicitários veiculados na TV e a reformulação do site na internet relacionado à linha de bonecas Barbie. A Mattel enfrentou nos últimos meses alguns problemas com órgãos de Defesa do Consumidor por repetidos recalls de seus produtos. O Instituto alega que ambos são dirigidos ao público infantil e estimulam brincadeiras baseadas no ato de consumir diversos bens, além de instigar a erotização precoce, adiantando fases da vida adulta. Ainda segundo a entidade, os filmes da linha Barbie, veiculados em canais voltados ao público infantil, apresentam bonecas e meninas, com conceitos que instigariam o consumismo: "Sempre na moda... Seja quem você quiser" e "Você é Barbie girl... - Bonecas Barbie Fashion Fever". Nas peças, as crianças aparecem como se fossem modelos, em meio a um clima de fantasia, diversão e glamour, informa o Projeto Criança e Consumo.  Já o site http://br.barbie.com/, todo em cor-de-rosa, é repleto de jogos, brincadeiras e acessos interativos que, de acordo com o Projeto Criança e Consumo, induzem ao consumismo infantil. Além disso, frases como "Lista de desejos", "Só a Barbie Girl libera mais do que eu quero ser" e "Um mundo virtual com muita moda, música e diversão" são amplamente repetidas, o que, de acordo com o Instituto, também reforçam esses conceitos.  Outra afirmação da equipe do Projeto Criança e Consumo é de que as seções do site destinadas a informes publicitários não esclarecem essa informação. Mesmo com o aviso, a maioria das crianças pode entender o espaço como algo lúdico, voltado para jogos e brincadeiras, e não como publicidade.  Procurada, a Mattel afirmou: "Os anúncios da Mattel são tradicionais e há anos veiculados na mídia em geral, sempre atendendo à ética publicitária. A Mattel, como um dos principais anunciantes do setor de brinquedos no Brasil, sempre respeitou a legislação brasileira e continuará avaliando as recomendações que o CONAR fizer às suas propagandas, garantindo sempre a ética, a qualidade e a verdade de seus comerciais."

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