Instituto prevê redução de investimentos no Brasil em 2004

Antes do mercado de dívida dos emergentes mergulhar em baixa nesta manhã, o Institute of International Finance (IIF) já dava como certa a redução dos investimentos em portfólio para o Brasil em 2004. No último relatório do instituto distribuído a seus associados, o IIF projeta uma queda para US$ 1,5 bi ante US$ 2,7 bi em 2003. A redução brasileira acompanhará, de acordo com o relatório, o movimento para a América Latina. O IIF projeta uma queda dos investimentos em portfólio para a região, que ficariam em US$ 2 bi, contra os US$ 2,9 bi do ano passado. O Chile é o país que deve receber o maior volume de investimentos.De acordo com a projeção do IIF, os investimentos em portfólio para os países emergentes deve aumentar em 2004, saltando dos US$ 27,4 bi do ano passado para US$ 33 bi neste ano. Trata-se do maior volume nos últimos sete anos, segundo o relatório. A região da Ásia/Pacífico deve receber 95% do volume previsto. O IIF projeta que a China receba um total de US$ 12 bi desses investimentos.Ao contrário das expectativas do mercado de que o Brasil receberá investimentos diretos estrangeiros de US$ 13 bi neste ano, registradas na última pesquisa Focus, o IIF apresentou a seus associados uma projeção mais negativa. A estimativa é de investimentos diretos de US$ 10,5 bi, contra os US$ 9,3 bi em 2003. O volume, de acordo com o relatório, representa praticamente um terço do total dos investimentos diretos direcionados a América Latina em 2004 que somariam US$ 32 bi.Para o México, a parcela esperada é maior: US$ 14 bi contra US$ 9,3 bi em 2003. A Argentina ainda deve continuar amargando o desprezo dos investidores, com a estimativa de receber US$ 150 milhões neste ano, contra US$ 100 milhões no ano passado, sendo que a média anual, entre 1995 e 2000, girava em torno de US$ 9 bi.China e ÍndiaA China deve receber US$ 52,7 bi, do total de US$ 62 bi dos investimentos diretos estrangeiros previstos para a região da Ásia/Pacífico em 2004, de acordo com o IIF. Ou seja, 85% do total. No ano passado, a região recebeu US$ 115 bi, o que representou um acréscimo de 40% em relação a 2002. A Índia, apesar de uma séria dificuldades, deve continuar recebendo o segundo maior volume de investimentos, com US$ 4,7 bi previstos pelo IIF.

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