Integração de mercados latinos é projeto para 2005, diz Magliano

O grande projeto na área de mercado de capitais para 2005, na avaliação do presidente da Bovespa, Raymundo Magliano, será a integração dos mercados à América Latina. A idéia, segundo ele, é que o investidor no Brasil possa comprar, por intermédio de sua corretora, ações de empresas no Chile ou no México, por exemplo. O mesmo valeria para os investidores chilenos e mexicanos.Este projeto, segundo Magliano, já está sendo conversado com o Ministério da Fazenda e o Banco Central, e em novembro haverá um seminário em Lisboa para tratar desta questão. Segundo Magliano, há 4 anos a Federação Ibero-americana trabalha nesse tema e o primeiro teste deverá ser realizado em 2005, com o México.Mercado atraenteMagliano disse também que, apesar de o Brasil estar disputando os investidores com economias que oferecem rentabilidades mais atrativas, o fluxo de ingresso de capital estrangeiro na Bovespa tem crescido. Segundo ele, os estrangeiros têm mostrado grande interesse nos recentes lançamentos de ações de empresas brasileiras, como foi o caso da Natura e da Grandene, que abriram capital recentemente.Ele ressaltou que há um crescimento, não só dos investimentos estrangeiros, mas também da participação das pessoas físicas na Bolsa. "Há três anos essa participação era de 17% e hoje estamos com 30%. Estamos tendo uma mudança cultural", afirmou.Magliano comemorou o fato de que o Brasil vai encerrar 2004 com pelo menos oito novas empresas que abriram seu capital e passaram a negociar ações na Bolsa. Desse total, seis aberturas de capital já foram efetuadas. As próximas, segundo Magliano serão a seguradora Porto Seguro, e o laboratório Delboni."Temos a informação de que o Banco do Brasil também irá para o novo mercado. Esperamos que isso venha logo e com possibilidade de aplicações de recursos do FGTS, como foi no caso da Vale do Rio Doce e da Petrobrás", disse.

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