Integração entre bolsas foi em tempo recorde, diz Cintra Neto

Segundo presidente da BM&F, 1º passo da Nova Bolsa (junção com Bovespa) será 'criar valor para acionistas'

Carolina Ruhmann e Michelly Teixeira, da Agência Estado,

26 de março de 2008 | 10h16

A integração entra a BM&F e a Bovespa foi decidida em tempo recorde, graças "ao empenho e decisão firme das duas casas", afirmou nesta quarta-feira, 26, o presidente do conselho da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto. O prazo para a conclusão das negociações entre as duas bolsas terminava em 18 de abril, mas a decisão da união das duas instituições foi tomada na terça à noite. "Estamos muito felizes com a conclusão do processo", afirmou, e acrescentou: "o propósito primeiro é criar valor para os acionistas". Veja também:Nova Bolsa brasileira será a 2ª maior das Américas Para Raymundo Magliano Filho, presidente do Conselho da Bovespa, esta é uma decisão "histórica". "O Brasil sempre foi visto como um país agrícola e agora será reconhecido como uma referência mundial em termos de mercados de capitais e futuros", comemorou. De acordo com os valores de mercado de terça-feira, a integração deverá criar a terceira maior bolsa do mundo e a segunda maior das Américas, atrás somente da Bolsa de Chicago. Entretanto, conforme destacou Cintra Neto, "o mercado dirá o real valor da empresa". Otimista, ele citou "as enormes sinergias" frutos do acordo, avaliando que o valor da nova companhia, temporariamente chamada de Nova Bolsa, poderá ser ainda maior. Conforme brincou Gilberto Mifano, diretor-geral da Bovespa, "dois mais dois são mais do que quatro". "Isso é só o começo", declarou Mifano, acrescentando: "a nova empresa será mais forte do que as duas juntas". Para Cintra Neto, a Nova Bolsa será um "centro consolidador" dos mercados na América Latina e poderá listar tanto empresas nacionais como regionais e internacionais. Ele afirmou que o "processo inexorável" de integração deve "agregar o maior valor possível" e "construir um grande centro de liquidez", competitivo internacionalmente. Para Magliano, a nova companhia contribui para a "integração da América Latina". Gilberto Mifano, por sua vez, destacou a grande vantagem comparativa que a Nova Bolsa terá, devido a sua localização. "O Brasil tem um potencial enorme de crescimento", declarou.

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