Intelig deve investir R$ 800 mi este ano

A Intelig deverá investir neste ano R$ 800 mi na ampliação da sua rede de dados e voz. A informação é do presidente da Intelig, Fernando Terni, que esteve reunido com o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro. Acompanhado de diretores da Intelig, Terni apresentou à Agência os resultados obtidos pela empresa no ano passado, quando foram investidos R$ 2 bi. Segundo ele, em pouco mais de um ano de operação a Intelig gerou mil empregos diretos e outros mil indiretos, com o funcionamento das centrais de atendimento ao usuário pelo telefone, call center, que são administradas por terceiros. De acordo com os dados apresentados, a Intelig dispõe de 7% do mercado nacional de ligações de longa distância e 17% do mercado internacional. A expectativa da empresa é de chegar ao final do ano com 15% do mercado nacional e 25% do mercado internacional. Terni avaliou que o desempenho da empresa poderia ter sido melhor. Ele considerou limitante o custo elevado da taxa de interconexão para o crescimento no mercado interno e as formas ilegais de chamadas internacionais para o crescimento no mercado internacional. Os executivos da Intelig solicitaram aos conselheiros da Anatel a redução no porcentual dos impostos que incidem sobre as ligações internacionais. Segundo eles, o ICMS, o PIS e a Cofins elevam em 40% o custo dessas ligações. Eles disseram que o Brasil é o País onde esses impostos são mais elevados e que no segundo país na colocação mundial esses impostos representam 25%. Agenda - A empresa participará, na sexta-feira, na sede da Anatel, da primeira reunião dos grupos de discussão formados pela Agência para buscar soluções para os problemas de interconexão de redes entre as operadoras. Também estarão no encontro representantes da Brasil Telecom, Telemar, Telefônica e Embratel. Ao final do encontro de hoje com o presidente da Anatel, o diretor de assuntos regulatórios da Intelig, Alain Riviere, disse que a reunião de sexta-feira terá como objetivo resolver as pendências entre as operadoras. Segundo Riviere, a Agência deu um prazo até o fim deste mês para que sejam solucionados os problemas de interconexão de rede. "Caso contrário, a Anatel terá que bater o martelo", disse Riviere. Ele disse também que o entendimento entre as operadoras é importante, uma vez que no próximo ano o mercado será aberto para as empresas que cumprirem as metas de universalização. "Afinal de contas, em 2002 todo mundo vai usar a rede de todo mundo".

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