Intenção de compra dos consumidores cresce no 2º trimestre

Segundo pesquisa do Provar, 63,2% dos entrevistados estão mais dispostos a comprar nos próximos meses

Lorena Vieira, da Agência Estado,

15 de abril de 2008 | 13h04

Os consumidores estão mais dispostos a ir às compras no segundo trimestre deste ano. De acordo com a Pesquisa Trimestral de Intenção de Compra no Varejo, desenvolvida pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), em parceria com a Felisoni & Associados, 63,2% dos 500 pesquisados pretendem adquirir bens entre abril e junho. O patamar supera os 56,6% registrados no primeiro trimestre deste ano e os 54,8% apresentados no segundo trimestre de 2007. A oferta de crédito, que favorece o acesso de consumidores a produtos de maior valor, é citada como o impulsionador do crescimento da intenção de compra em relação ao segundo trimestre de 2007. Para o coordenador-geral do Provar, Claudio Felisoni, a perspectiva de aumento do juro básico ainda não afetou o desejo de compra do consumidor. "O consumo ainda responde positivamente, mas essa evolução vai depender do impacto na ponta, que já está ocorrendo. A redução do consumo deverá ser sentida mais no próximo trimestre", afirmou Felisoni. Entre abril e junho, os itens que mais se destacam na lista de intenção de compra são "Cine e foto", com 11,8% da preferência; "Informática", com 11,2%; "Telefonia e celulares", com 9,6%; e "Linha branca", com 8,6%. As categorias de informática e telefonia, de acordo com o Provar, estão entre as mais desejadas dos últimos seis trimestres pesquisados.  A ampliação de renda da classe D, por exemplo, contribuiu para o aumento do porcentual do segmento de informática, destaca uma das coordenadoras do programa, Patrícia Vance. De acordo com ela, a maior parte dos segmentos pesquisados apresentou aumento da intenção de compra na comparação com o mesmo trimestre de 2007. Valor Por valor, porém, a intenção de gastos registrou queda na maioria das categorias estudadas. Em "Telefonia e celulares", por exemplo, a redução foi de 21%, para R$ 387,7. Na categoria de "Eletroeletrônicos", a queda foi de 29,5%, para R$ 747,6. Em "Linha branca", a redução alcançou 11,54%, para o montante de R$ 937,9. Em "Automóveis", por outro lado, a intenção de gasto em valor aumentou 55,2%, para R$ 22.255,6. Na avaliação de Felisoni, os consumidores, a partir do aumento de renda, estão realizando a compra ou troca de veículos por modelos novos.

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