Intenção de consumo das famílias atinge maior patamar do ano

Já o porcentual de endividamento recuou para 58,6% em outubro

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

19 de outubro de 2010 | 10h37

A intenção de consumo das famílias brasileiras atingiu em outubro o maior patamar do ano de 2010, chegando a 137,5 pontos, o que representa uma elevação de 1,7% sobre o mês de setembro e a sexta alta mensal consecutiva, segundo mostra a Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias (ICF-Nacional), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgada nesta terça-feira, 19. O índice tem escala de 0 a 200 e, quanto mais perto de 200, mais elevada a intenção.

Já a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-Nacional) revela que o porcentual de famílias brasileiras endividadas caiu para 58,6% em outubro, ante 59,2% em setembro e 59,1% em agosto. Do total de endividados, 23,4% possuem dívidas ou contas em atraso, mostrando um recuo ante os 24,7% registrados em setembro. Porém, outros 9,5% não terão condições de pagar seus compromissos, ante 9,0% no mês passado e 8,8% em agosto.

Varejo deve crescer 10,4% no acumulado de 2010

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta um aumento de 10,4% nas vendas do comércio varejista no acumulado de 2010, a ser registrado na pesquisa mensal de comércio do IBGE. No ano passado, o setor registrou crescimento de 5,9%. Os economistas da instituição apontam, no documento de divulgação da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que a alta projetada refletirá "a evolução favorável das condicionantes de consumo".

A pesquisa divulgada nesta terça mostra uma elevação de 1,7% no ICF em outubro, para 137,5 pontos, o maior patamar deste ano. Os economistas também destacam, no documento, que a pesquisa revela que o momento para aquisição de duráveis é favorável para 65,3% das famílias entrevistadas. "Além dos aspectos favoráveis relativos às condições de renda e, especialmente, de crédito, a valorização do real em 2010 impõe uma dinâmica específica aos preços destes bens com desacelerações, ou mesmo quedas persistentes, após a retirada dos incentivos fiscais nos primeiros meses do ano", explicam.

Ainda de acordo com os economistas da CNC, a queda no nível de endividamento das famílias em outubro (58,6%) em relação a setembro (59,2%) responde a "injeção de mais recursos na economia, com a antecipação do 13º salário de várias classes, a retomada forte do consumo no terceiro trimestre e o aumento pontual do custo de vida das famílias com menor renda, devido principalmente à aceleração dos preços dos produtos alimentícios".

Entre os tipos de dívida das famílias endividadas em outubro, o cartão de crédito lidera com folga (71,1%), seguido dos carnês (23,4%), crédito pessoal (11,2%), financiamento de carro (9,0%), cheque especial (7,1%), cheque pré-datado (3,2%), crédito consignado (3,3%) e financiamento de casa (2,9%).

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