Intenção de consumo das famílias é a menor desde janeiro de 2010

Segundo a Confederação Nacional do Comércio, indicador que mede a disposição do consumidor para as compras recuou 1,3% em agosto e atingiu a menor pontuação da série histórica

Antonio Pita, Agência Estado

20 de agosto de 2013 | 10h16

RIO - A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), atingiu em agosto o menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2010. Em relação a julho deste ano, a intenção de consumo das famílias recuou 1,3%, atingindo 123,4 pontos. Na comparação com agosto de 2012, a queda foi de 9%.

De acordo com o relatório divulgado nesta terça-feira, 20, pela CNC, o alto nível de endividamento das famílias, somado ao aumento no custo do crédito e ao menor otimismo em relação ao emprego foram as razões para o resultado negativo da pesquisa.

"As incertezas quanto às condições econômicas no curto prazo, como inflação e mercado de trabalho, provocaram menor confiança e disposição ao consumo para o mês de agosto", diz o relatório. A Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias é um indicador antecedente que tem por objetivo antecipar o potencial das vendas do comércio.

A pesquisa também indicou queda no nível de consumo atual, de 1,9%, em agosto ante julho. Na comparação anual, o recuo chegou a 11,1%. O índice para agosto, que registrou 98,6 pontos, pela primeira vez ficou abaixo do resultado mínimo de satisfação (igual a 100). Este é o menor patamar da série, iniciada em janeiro de 2010. 

Para a Perspectiva de Consumo, o recuo foi de 1,1% em relação a julho. Em relação a agosto de 2012, a queda foi de 10,7%. Entre as razões para este recuo, segundo a pesquisa, estão o nível mais elevado de preços e o crédito mais caro. O impacto da desvalorização cambial também é apontado pela queda no consumo, principalmente de bens duráveis.

De acordo com a pesquisa, o otimismo em relação ao emprego atual se mantém estável na comparação com julho. A maior parte das famílias se sente segura em relação ao Emprego Atual (46,2%). Mas a percepção sobre a renda registrou queda de 1,2% na comparação com julho. Na comparação anual, a queda no item de satisfação com a renda foi de 7,5%.

A confiança quanto ao emprego atual é maior nas regiões Centro-Oeste, Sul e Norte (155,6, 153,6 e 140,6 pontos, respectivamente). Sudeste e Nordeste registraram níveis de 127,1 e 138,6.

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