Intenção de consumo das famílias fica estável em setembro ante agosto

Índice marcou 135,7 pontos, acima da zona de indiferença de 100 pontos, o que indica um nível favorável ao consumo

Fernanda Nunes, da Agência Estado,

18 de setembro de 2012 | 12h20

RIO - O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) manteve-se estável em setembro ante agosto, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira, 18, pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Na comparação com setembro do ano passado, houve recuo de 0,3%. "Mesmo com a manutenção do aumento real da renda e da baixa taxa de desemprego, as incertezas quanto aos impactos da desaceleração econômica no mercado de trabalho refletiram sobre a confiança das famílias, na comparação anual", afirmou a CNC, em nota oficial.

A intenção de consumo das famílias marcou 135,7 pontos em setembro, acima da zona de indiferença de 100,0 pontos, o que indica um nível favorável ao consumo. Na comparação entre setembro e agosto, a CNC destacou que mesmo com a elevação de 0,4% no item que mede a confiança em relação ao emprego atual, em razão da manutenção do crescimento real da massa salarial, o consumidor está receoso com o comprometimento da renda com dívidas, o que seria um empecilho a um crescimento maior do ICF.

A estabilidade do índice registrada na comparação mensal foi influenciada pelo aumento da confiança das famílias de renda mais alta (acima de dez salários mínimos), com elevação de 0,6%. Já as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos apresentaram retração de 0,1%. Os dados regionais mostraram que as capitais do Centro-Oeste e do Norte tiveram variação mensal positiva na intenção de consumo de 3,7% e 2,0%, respectivamente.

Na comparação anual, mais uma vez a intenção de consumo apresentou variação negativa em razão da cautela em relação ao mercado de trabalho. "Novamente, todos os componentes da pesquisa relacionados ao emprego e à renda registraram recuo nessa base de comparação. Contudo, mesmo com recuo no período, esses componentes ainda se situam num patamar expressivo, o que indica que a confiança das famílias ainda é elevada", argumentou a CNC.

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