Intenção de consumo das famílias paulistas cresceu 3% em maio

Crescimento foi impulsionado pelo aumento do nível de emprego e a maior facilidade na oferta de crédito, segundo a Fecomércio 

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 16h14

O aumento do nível de emprego e a maior facilidade na oferta de crédito impulsionaram o otimismo das famílias paulistas, que devem ampliar o consumo de bens e serviços nos próximos meses. Divulgada nesta quarta-feira (26), a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), realizada todos os meses pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), registrou em maio alta de 3% sobre abril, passando de 131,4 para 135,4 pontos. O índice varia de 0 a 200 pontos, indicando otimismo acima dos 100 pontos e pessimismo abaixo desse nível.

O assessor econômico da Fecomercio-SP Guilherme Dietze lembra que no primeiro trimestre a massa de rendimentos teve expansão de 2%, segundo dados do Ministério do Trabalho, e o nível de desemprego caiu para a marca dos 8%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "A maior oferta de crédito também foi determinante para o crescimento do comércio e do otimismo", explicou.

Em maio, os sete itens que compõem o ICF apresentaram alta. O destaque foi o segmento de Renda Atual, que subiu 5,7% ante o mês passado, chegando a 155,2 pontos. O item Acesso a Crédito, que acumulou baixas em 2009 por conta dos reflexos da crise financeira mundial, teve alta de 1,1%, alcançando 153,3 pontos. "As famílias estão sentindo que seu nível de renda está superior ao do ano passado e está mais fácil obter financiamento", apontou Dietze.

O indicador da Fecomercio-SP mostrou que os consumidores paulistas estão satisfeitos com o emprego atual e otimistas quanto às perspectivas profissionais. Os itens que medem esses dois fatores apresentaram em maio incremento de 2,4% e 1%, respectivamente. O ICF mostrou ainda que as famílias projetam a compra de bens duráveis nos próximos meses. O item que mede o desejo dos consumidores por esses produtos teve alta de 3,3%, chegando a 131,3 pontos.

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