Intenção de consumo das famílias sobe 1,2% em fevereiro ante janeiro

Intenção de consumo das famílias sobe 1,2% em fevereiro ante janeiro

Segundo a CNC, o custo elevado do crédito, o alto desemprego e a queda da renda ainda impedem resultados melhores da pesquisa

Daniela Amorim, Broadcast

16 de fevereiro de 2017 | 11h22

RIO - Os brasileiros ficaram mais propensos às compras em fevereiro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 77,1 pontos, o que corresponde a um aumento de 1,2% em relação a janeiro.

No entanto, o resultado permanece abaixo dos 100 pontos, o que indica uma percepção de insatisfação com as condições correntes. O indicador está 2,1% abaixo do patamar registrado em fevereiro de 2016.

Segundo a CNC, o custo elevado do crédito, o alto desemprego e a queda da renda ainda impedem resultados melhores da pesquisa. Mas os cortes recentes na taxa básica de juros aliados ao processo de redução da inflação devem promover um maior incentivo à recuperação do comércio e à confiança do consumidor.

"Mas é válido ressaltar que o ritmo de melhora das vendas e da atividade do setor ainda vai depender da velocidade de redução do endividamento das famílias, das empresas e da retomada do mercado de trabalho", ponderou Juliana Serapio, assessora econômica da CNC, em nota oficial.

Em fevereiro, os dois componentes ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona da indiferença. A avaliação sobre o Emprego Atual atingiu 106,4 pontos, alta de 0,7% em relação a janeiro e elevação de 0,1% na comparação com fevereiro de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 101,8 pontos, aumento de 1,9% ante janeiro, mas 1,4% menor do que em fevereiro do ano passado.

O porcentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual subiu para 31,5% em fevereiro, ante 31,3% em janeiro.

Por outro lado, o subitem Nível de Consumo Atual teve a menor pontuação mensal, 52,3 pontos, queda de 0,4% ante janeiro e recuo de 6,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maioria das famílias (60,6%) declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado.

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