Werther Santana/Estadão
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Inter de Milão traz academia de futebol ao Brasil com meta de 'formação de cidadãos'

Marcelo Bernardo, diretor da Inter Academy Brazil, diz que o projeto quer introduzir valores que possam acompanhar os jogadores por toda a vida adulta

Fernando Scheller, O Estado de S. Paulo

02 de novembro de 2020 | 05h00

Um novo projeto de franquias de escolas de futebol – a Inter Academy Brazil – quer trazer o jeito europeu de pensar em futebol para o Brasil. Segundo Marcelo Bernardo, presidente da Inter Academy Brazil, o projeto do clube italiano Inter de Milão já tem 50 academias contratadas e, mesmo com a pandemia de covid-19, pretende chegar a 150 escolas no ano que vem e a 300 unidades em cinco anos. “A ideia é que possamos introduzir valores, através do esporte, que vão acompanhar essa pessoa depois, em qualquer profissão, como médico, jornalista ou empresário”, explica Marcelo Bernardo, diretor da Inter Academy Brazil.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Por que trazer um projeto de base de um time italiano ao Brasil?

O mercado (de escolas de futebol) é muito mal explorado, com receita focada somente na cobrança de mensalidade dos alunos. Nós vamos além disso. A nossa diferença é que vemos o futebol da mesma maneira que os europeus – e estamos trazendo isso para cá. Além do futebol, introduzimos outros idiomas no currículo, temos um acompanhamento disciplinar e a visão de formação de cidadão.

Então, a ideia não é, necessariamente, formar novos talentos para o futebol?

Queremos formar o torcedor do futuro. O aluno vai aprender a visão técnica e tática do futebol, mas, para uma pessoa virar profissional, ela depende de talento e condição física. Então, o que oferecemos é dar a essa criança o mesmo treinamento da Inter de Milão, medindo toda a evolução. A ideia é que possamos introduzir valores, através do esporte, que vão acompanhar essa pessoa depois, em qualquer profissão, como médico, jornalista ou empresário.

Qual é o tamanho do projeto no País, atualmente?

Já estamos com 50 unidades contratadas e temos mais interessados. O nosso projeto é de chegar a 300 academias, em cinco anos, que vão reunir cerca de 50 mil atletas. A nossa formação vai dos 3 aos 17 anos.

Como a pandemia afetou a instalação das escolas pelo País?

Algumas atividades recomeçaram no mês de outubro, dentro de um protocolo do Conselho Federal de Educação Física. Como muitos dos nossos parceiros são empresários novatos, nosso foco atual é na preparação para a gestão de um negócio. Mas pretendemos acelerar em 2021, fechando o ano que vem com 150 academias. 

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