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Interatividade é postergada mais uma vez

As empresas de software que trabalham com interatividade para TV estão muito preocupadas. O lançamento do Ginga, software brasileiro que permite serviços parecidos com os da internet no televisor, teve seu lançamento adiado no ano passado, na estréia da TV digital, com a promessa de que chegaria para este Natal. Mais uma vez ele não veio. Em 2007, a explicação era que, de última hora, a indústria descobriu que ele exigiria o pagamento de royalties internacionais. Este ano, foi fechado um acordo com a empresa americana Sun Microsystems para a substituição dessas partes do software por uma versão livre de royalties. Esse trabalho ainda está em curso. Nos últimos meses, alguns começaram a defender o lançamento de uma versão 1.0 do Ginga, sem a parte que exige pagamento de royalties. A proposta não prosperou. "Para nós, o importante é que a interatividade seja lançada logo, nem que fosse com Windows", brincou um executivo de empresa de software. O Ginga é um middleware, programa que faz com que os aplicativos rodem em qualquer tipo de equipamento. Um problema no atraso do Ginga é que ele cria legado: quem comprar conversores e televisores antes de seu lançamento não conseguirá ter acesso a serviços interativos, como informações adicionais, envio de mensagens aos programas, compras pela televisão e jogos. A interatividade poderia ser um diferencial e um argumento de venda importante para espectadores de menor renda, que possuem somente televisores pequenos em casa. R.C.

, O Estadao de S.Paulo

29 de novembro de 2008 | 00h00

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