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Interior bate capital no desempenho do varejo

Volume de vendas das lojas da capital caiu de 10,4% na comparação com o mesmo período de 2013

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2014 | 02h03

Os varejistas com lojas no interior do Estado de São Paulo estão se saindo melhor do que os da capital paulista neste ano, apesar de o cenário de retração nas vendas do comércio prevalecer para ambos.

De janeiro a maio, o volume de vendas das lojas do interior do Estado de São Paulo caiu 4,7% na comparação com o mesmo período de 2013. Enquanto isso, a retração nas lojas da capital foi mais que o dobro, 10,4%. Na média do Estado, houve um recuo de 6,5% nas vendas do comércio varejista no mesmo período.

Em 12 meses até maio, o movimento foi semelhante. O volume de vendas do varejo do interior cresceu 0,4%, enquanto as lojas da capital tiveram retração de 4,8% e o Estado como um todo teve queda de 1,3%.

Os resultados fazem parte de uma pesquisa inédita que, a partir de agora, será feita mensalmente pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base em informações sobre a arrecadação de impostos (ICMS) da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. A intenção é monitorar o desempenho do comércio da capital e do interior, com a possibilidade de destacar o resultado de diferentes regiões administrativas do Estado.

"O comércio da capital tem tido um retração significativa comparado ao desempenho das lojas do interior", afirma o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo.

Salários. Ele atribui o melhor resultado das lojas do interior em relação às da capital ao processo de interiorização da economia que ocorre no Estado, com a migração de empresas, especialmente as indústrias, que pagam salários maiores, para cidades menores. Com isso, ocorreu uma migração do emprego e da renda da capital para o interior e o consumo acompanhou esse movimento.

"A cidade de São Paulo está ficando cada vez mais cara e difícil", diz o economista. Ele destaca que a capital paulista concentra hoje empresas de serviços, que normalmente pagam salários inferiores aos das indústrias. Também o bom desempenho do agronegócio nos últimos anos, com a capitalização dos produtores rurais, impulsionou o resultado do varejo do interior.

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