Interior é foco para lançamentos imobiliários

A idéia corrente no mercado hoteleiro de que a demanda por hospedagem para executivos estaria plenamente atendida na capital está desviando a atenção dos investidores para o interior, onde existe a expectativa de expansão de negócios com o aporte constante de novas empresas. De olho no novo campo de atuação, grandes companhias do ramo de construção estão desenvolvendo projetos de venda de unidades hoteleiras em cidades como Paulínia, Araraquara, São José dos Campos, Taubaté, Mogi Mirim, Ribeiro Preto, Sumaré e Campinas. A região do grande ABC também é outro importante foco das construturas. Segundo o diretor da Interhotel Empreendimentos Hoteleiros, Fernando Nogueira, " o interior está crescendo e modernizando-se e faltam hotéis estruturados para atender suas necessidades hoteleiras". De acordo com Nogueira, além dos dois empreendimentos já lançados, o Interhotel tem ainda projetos em andamento para oferta futura de quartos de hotéis a investidores em Jundiai, São José dos Campos, Taubaté, Sumaré e Mogi Mirim. A principal mola desse mercado está no crescimento da atividade industrial local e no desgaste sofrido por executivos para vencer à distância entre a região e a capital, um problema que ganhou novos contornos por causa do trânsito caótico da Rodovia Castelo Branco.Investimento imobiliárioPara o presidente da Setin Empreendimentos Imobiliários, Antônio Setin, a busca por outras praças tornou-se uma necessidade por causa do excesso de lançamentos na capital. "São Paulo já está atendida e no interior há muito para ser feito na área" diz. Segundo ele, mais de 50% dos empreendimentos no interior são adquiridos por investidores da capital que futuramente aguardam um bom rendimento para esses produtos semelhante aos índice estimados em São Paulo. "Os hotéis devem render entre 1% e 1,5% líquido ao mês", prevê Setin.

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