Internet cresce entre clientes bancários

O número de clientes bancários que utilizam os serviços oferecidos pela internet aumentou 45% em 2005. A informação, divulgada nesta quinta-feira pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mostra que, em 2004, os correntistas internautas somavam 18,1 milhões, saltando para 26,3 milhões no ano passado. As transações de pessoas físicas pela rede subiram 55%, para 3,16 bilhões em 2005, enquanto as movimentações feitas por empresas cresceram 44%, totalizando 2,68 bilhões no mesmo período.Os dados da Febraban também mostram um aumento expressivo das transações automáticas de origem externa, que englobam débitos automáticos, créditos salariais, DOCs e TEDs. Esse tipo de operação registrou uma alta de 112%, atingindo 1,42 bilhão. De acordo com a federação, essa elevação pode ser explicada pelas liquidações de parcelas dos empréstimos consignados, que cresceram 92%, para R$ 23,7 bilhões.A maior exploração do varejo pelos bancos também levou a uma alta de 59% no uso dos correspondentes bancários, onde foram realizadas 296 milhões de operações em 2005.As operações de cobranças de tarifas, taxas e impostos, subiram 15%, para 8,6 bilhões no ano passado.Depósitos Os números da Febraban mostram que o volume de depósitos feitos por clientes em bancos subiu 19%, para R$ 1,066 trilhão, em 2005, com relação ao ano anterior. O número de contas correntes, no entanto, ficou praticamente estável, evoluindo apenas 5%.O volume de recursos depositados no ano passado foi expressivo, quando comparado com a inflação do período, e mostrou maior vigor nas aplicações financeiras. Os fundos de investimento receberam R$ 559,3 bilhões - uma alta de 18% -, enquanto os depósitos à vista aumentaram apenas 12%, para R$ 85,4 bilhões. O ingresso de recursos na poupança, por sua vez, subiu só 6%, para R$ 169,3 bilhões. Já os depósitos à prazo tiveram o melhor desempenho e passaram de R$ 118,1 bilhões em 2004, para R$ 252,4 bilhões - uma elevação de 34%.A alta nos depósitos não se repete no número de contas correntes, que aumentou apenas 5% em 2005, totalizando 95,1 milhões. Esse porcentual é semelhante ao de clientes que abriram contas poupança no ano passado, que ficou em 6% - o que corresponde a 24,6 milhões de contas.Cartões de créditoAs transações com cartão de crédito em 2005 subiram 25%, para 129 milhões segundo os números da Febraban, colhidos junto a Associação Brasileira de Cartões de Créditos e Serviços (Abecs).O aumento foi acompanhado pela quantidade de cartões de crédito em pode dos clientes, que passou de 52,5 milhões em 2004, para 68 milhões no ano passado, revelando assim uma alta de 30%. O número de transações, no entanto, subiu apenas 9%, para 1,69 bilhão.De acordo com a Febraban, o volume financeiro dos pagamentos feitos com cartões de crédito tem dobrado a cada quatro anos.Bancos fechadosOs dados da Febraban mostram ainda que, em 2005, quatro bancos nacionais fecharam as portas no Brasil, enquanto um novo banco estrangeiro iniciou as operações no País.De acordo com os números, o setor conta com 161 estabelecimentos, dos quais 84 tem capital local (com ou sem participação estrangeira) e 63 são controlados por estrangeiro. Os bancos públicos, por sua vez, totalizam 14.Apesar de estarem em menor número, as instituições controladas pelo Estado detêm 27% das dependências bancárias, número que chega a 42% das agências bancárias e 45% dos postos eletrônicos.Os banco nacionais tem 37% das agências e 43% dos postos de atendimento eletrônicos. Já os estrangeiros participam com 21% no número de agências bancárias 11% dos terminais eletrônicos.As instituições de capital externo, entretanto, se destacam no segmento de correspondentes bancários, o qual dominam com 57%, seguido pelos banco nacionais (26%) e os públicos (17%).Em 2005, o número agências no País ficou praticamente estável, chegando a 17,5 mil unidades, uma alta de 1,5%. Os postos eletrônicos atingiram um número de 69,5 mil - elevação 7,1%. Já a quantidade de correspondentes bancários aumentou 51,1%, para 69,5 mil.Tecnologia de informação Os bancos que operam no Brasil gastaram R$ 12,9 bilhões em tecnologia da informação no ano passado. A expectativa é a de que essas despesas subam para R$ 14,3 bilhões, uma alta de 11% em relação a 2005.De acordo com os números, o total de investimentos somou R$ 4,6 bilhões, o que representa 35% do total gasto no ano passado com tecnologia. Esse número deve atingir R$ 5,3 bilhões neste ano. A compra de hardware custou R$ 2,6 bilhões as instituições, o que tomou 20% dos recursos. Já o investimento em softwares novos chegou a R$ 1,1 bilhão, ou 6% do total.O número de caixa eletrônicos dos bancos caiu 1,3%, para 47,6 mil, enquanto os "cash-dispenser" diminuíram para 54,8 mil (-3,3%). Seguiram em queda também a quantidade de terminais de dispensadores de cheque, que somaram 13,5 mil (-3,5%) e os terminais que oferecem extratos e saldos que chegaram a 844 (-75,25). Aumentaram apenas os terminais de depósitos, que passaram a 19,5 mil, uma lata de 2%.

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