Intervenção boliviana no gás merece "monumento à estupidez"

A intervenção do governo da Bolívia no setor de petróleo e gás merece um monumento à estupidez humana. A afirmação é do diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), José Luiz Orlandi, em palestra na Hart World Refining & Fuels Conference, no Rio, nesta Quarta-feira.Segundo ele, do ponto de vista da Bolívia, "eliminou-se um mercado". A Petrobras tinha planos de triplicar a importação de gás daquele país, mas, com as mudanças suspendeu investimentos e manterá as importações no mesmo nível até pelo menos 2011, segundo o plano estratégico da empresa. "Para o Brasil foi ruim também", completou. Com o cancelamento da expansão de importações da Bolívia, "teríamos que nos preocupar com o suprimento de gás no período crítico de 2009 a 2011", afirmou. Agora, disse, a ênfase será na produção doméstica, que "vai crescer bastante". O País continuará, porém, como importador de gás natural, considerando os planos até 2011.

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