REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Intervenção em banco privado da Venezuela é política, diz presidente do grupo Banesco

Juan Carlos Escotet afirmou que banco cumpriu com a entrega de informações exigidas pelas autoridades sobre transações suspeitas e sustentou que o problema do sistema financeiro venezuelano é a hiperinflação

AFP

04 Maio 2018 | 20h05

A intervenção do maior banco privado na Venezuela por suposta cumplicidade em ataques contra a moeda local é uma decisão política, disse nesta sexta-feira o presidente da Banesco International Financial Group, Juan Carlos Escotet.

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"É uma decisão exclusivamente política, tomada na ânsia de querer distrair a opinião pública dos sérios problemas que os venezuelanos enfrentam", disse Escotet em um vídeo publicado no Twitter.

O empresário também explicou em uma carta que viajou para a Venezuela para "responder a perguntas das autoridades", um dia depois de o governo ter assumido o controle da entidade por 90 dias, com presença dos Estados Unidos, Panamá, República Dominicana e Espanha.

Antes dessa medida, o presidente do Banesco Venezuela, Óscar Doval, e outros dez diretores foram presos acusados de facilitar ou acobertar "ataques" contra o bolívar por meio da saída de papel-moeda para outros países e da especulação com o preço do dólar no mercado negro.

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Escotet garantiu que o Banesco cumpriu com a entrega de informações exigidas pelas autoridades sobre transações suspeitas e sustentou que o problema do sistema financeiro venezuelano é a hiperinflação, que não foi originada pelo banco.

"O problema é a escassez de papel-moeda, associada a um mercado que tenta proteger seus ativos adquirindo dólares, o que é o mais desejado por milhões de cidadãos", acrescentou.

 

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