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Intervenção no dólar 'não está descartada', diz Paulson

Secretário do Tesouro diz que preço do petróleo é "problema" que cria ventos contrários para a economia

Reuters,

09 de junho de 2008 | 14h54

O secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, se recusou nesta segunda-feira a descartar uma intervenção nos mercados para estabilizar o dólar, mas disse que os fortes fundamentos de longo prazo da economia dos EUA vão se "refletir" no câmbio. Veja também: Preço do petróleo em alta "Eu jamais descartaria uma intervenção ou qualquer outra ferramenta", disse Paulson em entrevista à CNBC. "Eu simplesmente não posso especular sobre o que iremos ou não fazer." Paulson afirmou também que os preços recordes do petróleo são "um problema" para a economia norte-americana. "Não há nada de bom nisso e é realmente um problema." Ele repetiu sua visão de que o aumento do petróleo se deve ao crescimento da demanda global, à oferta que não se expande e à recente volatilidade da oferta. Paulson disse ser bem-vindo o pedido do principal exportador do mundo, a Arábia Saudita, para a realização de uma cúpula com países produtores e consumidores de petróleo para discutir o que eles chamam de alta não justificada dos preços. "Deve ser construtivo, então acho bom. Mas, de novo, eu acho que as soluções para o grande problema são soluções de longo prazo, em termos de investimento em oferta e fontes alternativas de energia", acrescentou à CNBC. Paulson afirmou que as restituições de impostos de até 600 dólares por adulto e 300 dólares por criança irão ajudar a economia norte-americana, mesmo se uma parcela significativa for gasta com os combustíveis drasticamente mais caros. "Se nós não tivéssemos esse cheque de estímulo chegando, seria muito mais difícil para os consumidores ", disse ele. (Reportagem de David Lawder)

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