Raquel Brandão/ Estadão
Raquel Brandão/ Estadão

Invasão a sindicato causa tumulto próximo à Av. Sumaré, em SP

Sede do Sindifast, associação que representa os trabalhadores de empresas de fast food de São Paulo, foi alvo de ataques; avenida teve o tráfego parcialmente bloqueado

Raquel Brandão, O Estado de S. Paulo

07 Junho 2016 | 11h28

SÃO PAULO - Na manhã desta terça-feira, 7, a sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Fast Food Refeições Rápidas (Sindifast) foi alvo de ataques e houve confusão no trânsito no entorno da Av. Paulo VI, no Sumaré, na zona oeste de São Paulo.

Por volta das 6h15, a Polícia Militar (PM) recebeu denúncia de disparos por arma de fogo no local, mas a ocorrência não foi confirmada. Às 6h30, as equipes registraram uma ocorrência de que um grupo, ainda não identificado, atirou rojões nos fundos da sede do Sindifast. Houve princípio de incêndio, que logo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.

O tráfego ficou congestionado nas avenidas Paulo VI e Sumaré e motoristas tentaram desviar por vias paralelas. Segundo a CET, a pista da Paulo VI ficou interditada apenas na faixa da direita, de quem seguia sentido bairro.

Nesta semana, estavam previstas para ocorrer as eleições para a nova gestão do sindicato. De acordo com Paulo Eduardo, assessor do Sindifast, um grupo entrou no imóvel, levando as urnas e o dinheiro que estava no cofre. Portões e janelas foram quebrados. “Essa foi uma ação da chapa de oposição, que teve seu registro cassado por decisão judicial de ontem.”

O sindicalista acusa a chapa opositora de ser ligada ao Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores em hotéis, apart-hotéis, motéis, flats, restaurantes, bares, lanchonetes e similares de São Paulo e região), do qual o Sindifast foi desmembrado há vinte anos. “Era uma chapa irregular, composta por não-sócios. Eles não aceitam que o sindicato tenha se desmembrado”. As duas associações têm disputado na Justiça a representação de funcionários de diferentes redes de refeições rápidas. Procurado pela reportagem, o Sinthoresp respondeu que as alegações do representante do Sindifast não "têm qualquer fundamento".

O ocorrência foi encaminhada para o 23º DP, em Perdizes. A polícia não informou o número de envolvidos, nem os valores que teriam sido roubados na ocorrência. Ainda de acordo com a PM, nenhum confronto foi registrado. (COLABOROU MARIANA DIEGAS)

LEIA NA ÍNTEGRA A NOTA DO SINTHORESP

"As levianas e caluniosas alegações do representante legal do SINDIFAST divulgadas na imprensa não têm qualquer fundamento.

Primeiro, porque o SINTHORESP não patrocina a chapa de oposição.

O patrocínio está sendo feito pela NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), fato esse de ciência do Presidente do SINDIFAST, eis que na semana passada, seu pai, o Sr. Ataíde Francisco de Morais, Presidente da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Refeições Coletivas, em reunião havida na semana passada, entre os PRESIDENTES  do SINTHORESP e da Federação citada, mediada pelo Presidente da UGT, Sr Ricardo Patah, tendo, ainda, como participantes outros integrantes da UGT, Srs. João Ricardo e Eduardo Pavão, estiveram negociando processo judicial (envolvendo SINTHORESP e SINDIFAST), tendo sido esclarecido diretamente ao Sr. Ataíde que não há patrocínio algum pelo SINTHORESP e, sim, pela NSCT.

Segundo, além de leviana, referida alegação, em tese, configura o crime de calúnia.

O SINTHORESP é entidade sindical que há 83 anos luta, dentro da legalidade, pelos direitos e interesses dos trabalhadores em hospedagem e gastronomia de São Paulo e Região, jamais tendo praticado qualquer ato criminoso, nem tampouco dado guarida a quem o fizesse.

Assim repudia toda e qualquer alegação que o ligue ao incêndio havido na Sede do SINDIFAST."

 

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