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Investidor anuncia ajuda a seguradoras nos EUA e bolsas sobem

Bovespa subiu 1,92%, acompanhando as bolsas em Nova York. Na europa as bolsas também fecharam em alta

Reuters e Agência Estado, REUTERS

12 de fevereiro de 2008 | 18h14

Nesta terça, o megainvestidor Warren Buffett informou que fez uma proposta às três maiores seguradoras de bônus dos Estados Unidos para assegurar US$ 800 bilhões em títulos municipais. A proposta animou os mercados financeiros globais porque mostra a disposição do investidor em assumir obrigações de companhias de seguros que estão com problemas.   A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,92%, acompanhando o bom desempenho nos mercados acionários internacionais. O Ibovespa - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - encerrou o dia em 61.805 pontos. Na máxima da sessão, o indicador chegou aos 62.827 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 6,7 bilhões. Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 avançavam entre 0,8% e 1,2% a menos de uma hora do fechamento, embalados, principalmente, pela valorização de ações de financeiras. Na Europa, as principais bolsas fecharam em forte alta, também impulsionadas por papéis de financeiras valorizados pela oferta de Buffett.   Segundo analistas, o mercado opera com cautela nesta semana e na expectativa do discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, que vai falar diante do Congresso norte-americano na próxima quinta-feira, dia 14, sobre a situação econômica do país.   Proposta   Buffett disse em entrevista à cadeia de notícias financeiras CNBC que o plano de oferecer resseguro a US$ 800 bilhões em bônus para as três maiores seguradoras de bônus foi apresentado na última quarta-feira. Foi também nesta data em que o fundo de investimento de Buffett, o Berkshire Hathaway, criou uma nova seguradora de bônus.   Buffet revela na entrevista que prometeu assumir o total dos US$ 800 bilhões em bônus municipais assegurados pela Ambac, FGIC e MBIA por um prêmio igual a uma vez e meio o prêmio restante até o vencimento dos bônus. O plano, segundo Buffett, garantiria que as seguradoras - e os bônus cobertos por elas - não perderiam seu rating (classificação) AAA, com o qual as agências classificam os papéis de menor risco. Desta forma, ele poderia vender os bônus no mercado como se tivessem um verdadeiro seguro AAA, ou seja, sem os "descontos significativos" com os quais são negociados atualmente quando os investidores temem um rebaixamento do rating.   Para alguns analistas, o prêmio cobrado é alto para uma operação de resseguro e o negócio parece ser um excelente negócio para Buffett, um investidor com larga experiência em lucrar com a compra de empresas com problemas financeiros. Dick Smith, diretor da Standard & Poor´s, disse, no entanto, ao jornal Financial Times, que não está claro se este tipo de transação reforçaria o rating das seguradoras de bônus.   Buffett deixou claro que sua oferta - já rejeitada por uma das três seguradoras, a qual ele não revelou - se refere apenas aos bônus municipais e não cobre os problemáticos papéis relacionados ao mercado de hipotecas subprime (com risco de calote). Isso pode explicar porque as ações das seguradoras reagiram mal ao plano, apresentando quedas de mais de 10% em Nova York. Pelo plano, as seguradoras abririam mão de um dos segmentos mais lucrativos (os bônus municipais) de sua atividade, enquanto continuariam com a parte "podre" (os títulos ligados à subprime).   Destaques no cenário interno   No Brasil, dados positivos divulgados também ajudam no desempenho da Bovespa, como a inflação pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que desacelerou a 0,42% na primeira prévia de fevereiro. "Os dados de inflação apontam que não deve ocorrer uma alta de juros no país a curto prazo e isso anima o mercado", disse o operador.   Ainda nesta terça, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, avaliou que a turbulência externa não impedirá o Brasil de acessar o mercado externo este ano e que o governo deve seguir com a política de reabertura de títulos em reais e em dólares.   Outro destaque do dia, segundo os analistas, foi o resultado do Itaú, um dos maiores bancos privados do país, registrou lucro líquido recorde de quase R$ 8,5 bilhões em 2007. O resultado supera os números de seu rival de maior porte, o Bradesco, que em janeiro divulgou lucro anual de R$ 8,01 bilhões. Nesta terça-feira, as ações do banco subiram 6,14%, tendo atingido picos de valorização de 8% durante o pregão.   Entre os papéis mais negociados, as ações da Petrobras subiram 0,20%, negociadas a R$ 83,34. As ações da Vale tiveram alta de 1,15%, a R$ 47,59.

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