Investidor deve ficar atento ao novo regime tributário

Os bancos só devem estar totalmente preparados para orientar seus clientes sobre a nova tributação de fundos de investimentos daqui a um mês. E, quando isso ocorrer, o investidor deve ficar atento e obter o máximo de informações possíveis sobre as mudanças. Essa orientação de Márcia Dessen, consultora de investimentos, foi dada em entrevista ao Jornal da Globo, da "TV Globo". "Os fundos DI e de renda fixa passam a ser enquadrados nas categorias curto e longo prazo, com alíquotas diferenciadas. Por isso, é preciso o investidor estar atento para saber qual o tipo se enquadra mais ao seu perfil", afirmou Márcia Dessen.Com as mudanças, os investidores de fundos de curto prazo, com títulos que vencem em prazo menor que um ano, pagarão alíquota de Imposto de Renda de 22,5%. Antes era de 20%. Para resgates entre seis e 12 meses, a alíquota é de 20%. Naqueles de longo prazo, os títulos que vencem em mais de um ano, com resgates entre 1 e 2 anos, a alíquota é de 17,5%. Se o dinheiro for resgatado em mais de dois anos, a alíquota cai para 15%. Para resgates feitos antes de um ano, a alíquota é igual às dos fundos de curto prazo. Os fundos de ações também mudam. A alíquota cai de 20% para 15%, mas, por ser um investimento de alto risco, Márcia orienta ao investidor a não realizar a operação atraído somente pela alíquota menor.Investidores que quiserem mudar de categoria de fundo devem também ficar atentos. Neste caso, segundo a consultora, eles terão de resgatar o dinheiro para poder mudar e, nessas operações, podem perder dinheiro, além de ter de pagar CPMF sobre o valor total. "Por isso, o melhor é pedir orientação."

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