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Investidor deve se beneficiar com custo de transação menor

Especialistas em finanças afirmam que ainda é cedo para avaliar concretamente os efeitos da criação de uma nova bolsa de valores para os investidores brasileiros. Segundo eles, ainda faltam detalhes, como o início do funcionamento. Mas, de forma geral, frisam que o aumento da concorrência é sempre positivo do ponto de vista do consumidor. No caso, o cidadão que aplica em bolsa.

Leandro Modé, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 00h00

"Crescem as chances de uma redução nos custos de transação", disse o professor do Insper Ricardo Almeida. "Haverá mudança para o investidor se os custos de transação realmente baixarem e se a nova bolsa for confiável", completa o administrador de investimentos Fábio Colombo.

O especialista observa que, no mundo todo, a atividade de bolsa de valores está concentrada nas mãos de poucas empresas. "De um lado, isso beneficia os investidores e as companhias, porque aumenta a eficiência da instituição", afirmou. "Mas, de outro, cria um monopólio."

O professor Almeida acrescenta que, quando a nova bolsa estiver em funcionamento, também poderá haver vantagens do ponto de vista da criação de novos produtos financeiros. "A BM&FBovespa é muito ativa nisso e uma outra bolsa certamente iria por esse caminho", disse.

Em tese, a nova bolsa também poderá beneficiar empresas que queiram acessar o mercado de capitais, mas não têm recursos para fazê-lo por meio da já consolidada BM&FBovespa. É o que ocorreu, por exemplo, nos Estados Unidos.

Quando as empresas de tecnologia começaram a se destacar, recorreram ao mercado pela Nasdaq, em vez da tradicionalíssima Bolsa de Nova York.

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