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Investidor embolsa ganho após 9 semanas de alta no Ibovespa

Satisfeito com os ganhos acumulados desde o início de março, o investidor da Bovespa terminou a semana como começou: vendendo ações.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

15 de maio de 2009 | 20h26

Ao encolher 0,89 por cento nesta sexta-feira, o Ibovespa fechou o dia nos 49.007 pontos, com perda semanal de 4,6 por cento, após ter ganho 37,5 por cento em 9 semanas.

O giro financeiro da sessão foi de 4,1 bilhões de reais.

Assim como ocorreu em quatro de cinco dias desta semana, o investidor se concentrou no noticiário negativo que sustentasse seus argumentos para realizar lucros nos mercados de ações e de commodities.

Pela manhã, esse trabalho foi facilitado pelo anúncio de que as economias italiana e alemã tiveram no primeiro trimestre a maior contração da história. O mercado ameaçou virar no meio do dia, com a divulgação de que o índice de confiança do consumidor dos EUA subiu em maio ao maior nível desde setembro.

Mas, sem enxergar no curto prazo razões que sustentem uma nova escalada de preços, a preferência por garantir os ganhos recentes voltou a prevalecer.

Em Wall Street, o índice Dow Jones encolheu 0,75 por cento, com investidores se desfazendo das ações de bancos e de empresas de energia.

"Os indicadores econômicos mais recentes estão vindo com sinais muito contraditórios sobre a recuperação da crise. O mercado vai provavelmente aguardar mais indicadores para tentar antever uma tendência", disse Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Credit Agricole.

Na Bovespa, dois ingredientes adicionais influenciaram os negócios: a reta final da temporada de balanços do primeiro trimestre e o aumento da briga pelos contratos de opções sobre ações que têm exercício na próxima segunda-feira.

Os balanços trimestrais elegeram as melhores e piores do índice. Na ponta de cima, apareceu Gol, subindo 2,3 por cento, a 9 reais, seguida por Rossi Residencial, com valorização de 2 por cento, para 7,25 reais.

Na parte de baixo, Sadia caiu 4,5 por cento, a 4,42 reais. Perdigão recuou 1,6 por cento, a 35,80 reais. As companhias, que, segundo operadores, estão prestes a anunciar uma fusão, reportaram prejuízo acima de 200 milhões de reais cada uma.

As blue chips Petrobras e Vale também afundaram, com a queda das commodities facilitando a vida dos investidores que apostam na queda das ações no mercado de opções.

A ação preferencial da petroleira cedeu 1,4 por cento, para 31,30 reais, enquanto da mineradora se desvalorizou em 0,7 por cento, a 31,17 reais.

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