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Investidor embolsa lucros e Bovespa fecha em queda com NY

A piora das bolsas em Nova York contaminou a Bovespa, que zerou os ganhos registrados mais cedo e fechou em queda nesta quarta-feira, em meio a um movimento de realização de lucros.

REUTERS

20 de maio de 2009 | 18h32

O Ibovespa encerrou em baixa de 0,2 por cento, aos 51.245 pontos. Na máxima, o índice chegou aos 52.640 pontos, patamar de setembro de 2008. O volume financeiro alcançou 6,39 bilhões de reais.

A informação de que o Bank of America conseguiu captar 13,47 bilhões de dólares em uma emissão de ações deu a senha para o viés positivo nos índices futuros em Nova York, beneficiando a bolsa brasileira na abertura, apesar de resultados negativos do PIB na Espanha e Japão.

A repercussão benigna em Wall Street a declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, corroboraram a alta na Bovespa. De acordo com Paulo Rebuzzi, operador na corretora Ativa, o testemunho de Geithner ao Senado dos EUA apresentou um teor otimista.

No meio da tarde, o Fed divulgou a ata da reunião de abril do Fomc, o que inicialmente não alterou o rumo doméstico. Em Nova York, contudo, alguns players usaram as revisões do Fed para PIB e desemprego nos EUA como argumento para realizar lucros, o que acabou afetando a bolsa brasileira.

Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,62 por cento e o S&P recuou 0,51 por cento.

Segundo o operador de renda variável da tesouraria de um banco em São Paulo, apesar do fechamento negativo, o fluxo de investidores estrangeiro continuou positivo na Bovespa nesta quarta-feira. No mês, até o dia 15, a bolsa registrava entrada líquida de 2 bilhões de reais em capital estrangeiro.

Na visão do diretor de renda variável de uma corretora também na capital paulista, a realização de lucros no final da sessão foi um movimento "natural". Vale notar que, apenas este mês até o fechamento de terça-feira, o Ibovespa acumulava uma alta de 8,5 por cento.

Um relatório da Itaú Securities, com base no gráfico do Ibovespa, conclui que, no caso de uma realização, o índice encontrará um primeiro ponto de suporte em 50.975 pontos. De acordo com a análise, o Ibovespa segue em tendência de alta e renovará a força na compra assim que fechar acima de 52.100 pontos, devendo buscar os próximos objetivos de curto prazo em 53.000 pontos, 53.950 pontos e em 55.000 pontos.

Um componente positivo para a bolsa brasileira veio da alta dos preços de commodities. O contrato de petróleo avançou 3,2 por cento, beneficiando a ação preferencial da Petrobras, que avançou 1,3 por cento, a 33,15 reais.

Já a preferencial da Vale virou no final, fechando com leve declínio de 0,03 por cento, a 33,30 reais.

As altas do Ibovespa foram lideradas por Perdigão e Sadia, com ganhos superiroes a 8 por cento, ainda sob efeito do anúncio da união das duas empresas. Analistas avaliaram positivamente a sinergia das operações e, citando ainda a relação de troca de ações, alguns profissionais melhoraram a recomendação para os papéis.

Do lado negativo, as maiores quedas do índice foram registradas por Braskem, que caiu 5,7 por cento, a 7,62 reais, e Redecard, que recuou 3,3 por cento, a 26,99 reais. Os papéis da credenciadora de cartões Mastercad foram afetados por novas informações de que o governo deve aumentar a ofensiva contra o oligopólio no setor.

Nesta quarta-feira, as ações do Itaú Unibanco passam a ser negociadas na Bovespa sob os códigos, no caso das preferenciais, e, no caso das ordinárias.

(Reportagem de Paula Laier; Edição de Aluísio Alves)

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